|
Volta à Página Inicial
Favoritos
UOL Economia
Globo News Economia
Terra Economia
Revista
Carta Capital
Exame
Pequenas Empresas e Grandes Negócios
Jornais
Valor Econômico
|
Quinta-feira, Abril 23, 2009
"O dinheiro está sempre aí. Só os bolsos mudam."
Gertrude Stein (1874-1946), escritora norte-americana
posted by Eduardo Pereira at 20:26
Segunda-feira, Setembro 29, 2008
"o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos"
[Boaventura De Sousa Santos, 67, sociólogo português, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de "Para uma Revolução Democrática da Justiça" (Cortez, 2007).]
posted by Eduardo Pereira at 17:59
Terça-feira, Agosto 12, 2008
"Infelizmente, o tributo e a morte são as mais indesejáveis realidades a que o brasileiro está sujeito"
(Ives Gandra da Silva Martins)
posted by Eduardo Pereira at 18:52
Domingo, Março 30, 2008
"O governo não vai criar o IVA (Imposto sobre Valor Agregado); vai criar é o IIA (Imposto sobre Imposto Agregado)."
(Fábio Carvalho, engenheiro paulista)
posted by Eduardo Pereira at 15:54
Sábado, Fevereiro 16, 2008
"Menos de uma década atrás o Brasil balançava ao primeiro sinal de instabilidade nos mercados financeiros internacionais. Hoje, o Brasil parece imune à turbulência do mercado "
Editorial do jornal britânico Financial Times, uma das mais importantes publicações do mundo na área econômica e financeira
posted by Eduardo Pereira at 13:14
Sábado, Agosto 04, 2007
SEU BOLSO: APARELHOS EM STAND BY ENCARECEM EM ATÉ 20% A CONTA DE LUZ...
A luz vermelha que indica que o eletrodoméstico está ligado na tomada significa conta de luz mais cara. Isso porque aparelhos em modo stand by consomem energia e são responsáveis por um valor entre 15% e 20% da conta, segundo pesquisa do Inmetro.
Eles ficam conectados à tomada e consomem energia. Prova disso é o aparelho da TV a cabo e o carregador de bateria do celular, por exemplo, que ficam até quentes. Sinal que estão puxando energia.
O ato de desligar o aparelho mexe com o conforto do consumidor, que tem que ir até a tomada. Por esse motivo é difícil mudar o hábito. Mas para economizar, o certo é desligar os aparelhos tanto quanto for possível...
fonte: Gazeta de Santo Amaro, de 3 a 9 de agosto de 2007.
posted by Eduardo Pereira at 15:50
Domingo, Maio 20, 2007
"Longe de mim tirar o direito do trabalhador. Mas o mundo do trabalho mudou."
(Presidente Lula, no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, sobre reformas)
posted by Eduardo Pereira at 13:58
Domingo, Dezembro 17, 2006
"País subdesenvolvido é aquele que importa, como última novidade, o obsoleto."
(Jaime Lerner)
posted by Eduardo Pereira at 08:55
Domingo, Novembro 12, 2006
"Entre no negócio sabendo quanto quer ganhar; quando chegar lá, caia fora."
(Max Gunther )
posted by Eduardo Pereira at 11:46
Sábado, Novembro 11, 2006
"O Brasil não vai crescer 5% se não cortar gastos e se continuar atrasando as reformas estruturantes."
(Aloizio Mercadante, economista e senador, líder do governo no Senado)
posted by Eduardo Pereira at 22:09
Sexta-feira, Junho 23, 2006
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 12 de maio de 2006.
RECURSO OU RIQUEZA?
Quando a ignorância se junta com a arrogância, dando carona à petulância, é melhor sair da frente. Que o diga o imbróglio Lula-Morales-Chávez, com Kirchner na fila do gargarejo, aplaudindo a implosão vexatória da liderança continental do Brasil.
A ignorância de raiz, no episódio, está em confundir recurso com riqueza. Ou riqueza com recurso. O recurso natural, tal como o recurso humano, é apenas uma promessa, um potencial.
O recurso só se transforma em riqueza quando devidamente acessado, mobilizado, faturado - sustentadamente. Recurso natural amoitado no subsolo é como mão-de-obra despreparada: é um barato cada vez mais caro.
É preciso investir pesado, com qualidade, na exploração dos recursos naturais e na qualificação dos recursos humanos.
Com a reflexão de fundo: é possível produzir riqueza só com recursos humanos valorizados. É o que ocorre não é de hoje com dezenas de países desenvolvidos, mas desprovidos de recursos naturais.
Que o diga o Japão, segunda potência mundial.
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 12 de maio de 2006.
posted by Eduardo Pereira at 04:50
Sábado, Maio 13, 2006
Fonte: coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 05 de maio de 2006, caderno DINHEIRO.
"Meu ataque precisa melhorar", diz Parreira
Às vésperas da convocação para a Copa do Mundo[dia 15, segunda-feira], o técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, abriu espaço na agenda ontem para um de seus últimos compromissos antes da competição: uma palestra exclusiva para 20 dos maiores gestores na área de private banking do país.
Na apresentação, ele se valeu de analogias entre a carreira e o comando da seleção e a gestão de recursos, como a busca por resultados sem descuidar do curto prazo e a necessidade de ter um portfólio e uma equipe titular equilibrados, além de saber resistir às pressões.
Sobre como investe seu patrimônio, disse que atua de forma conservadora, em imóveis comerciais -"apesar da falta de liqüidez, mas é um investimento seguro"- e em ações de grandes empresas na Bolsa, como Petrobras, Vale do Rio Doce, AmBev, Gerdau e Itaú.
"Um amigo me disse que meu meio-campo está bom, mas que o ataque precisa melhorar", brincou Parreira, em relação à ausência de investimentos mais agressivos.
"O pensamento é no longo prazo", completou o técnico.
Fonte: coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 05 de maio de 2006, caderno DINHEIRO.
posted by Eduardo Pereira at 14:40
Domingo, Abril 30, 2006
Fonte: coluna de ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 23 de abril de 2006, caderno OPINIÃO.
Brasil: uma conquista importante
A chegada do Brasil à auto-suficiência em petróleo merece uma comemoração. Estamos produzindo 1,9 milhão de barris/dia para um consumo de 1,8 milhão de barris/dia. É verdade que contamos com 300 mil barris de álcool por dia. Ainda assim, neste momento em que o barril de petróleo ultrapassou a casa dos U$ 70, é alentador saber que produzimos mais do que consumimos.
Trata-se de uma conquista que vem sendo trabalhada há várias décadas. Monteiro Lobato, nos anos 30, defendeu com fervor a existência de petróleo no Brasil. Sofreu por isso. Foi contestado por toda a parte. Em 1939, surgiu a primeira descoberta, em Lobato (Bahia), e, em 1941, em Candeias (Bahia). Mesmo assim, poucos acreditavam na potencialidade do nosso país.
Nos primeiros anos de trabalho da Petrobras, na década de 50, o ceticismo continuou. Milhares de poços foram abertos, com poucos resultados. Não era para menos. Sobrava vontade, mas faltavam recursos, tecnologia e talentos.
A Petrobras decidiu priorizar a formação dos talentos. Acertou em cheio. Com a colaboração de Walter Link, geólogo americano que trabalhou para a empresa entre 1955 e 1960, centenas de jovens brasileiros foram selecionados e enviados para estudar nos Estados Unidos.
Formados como engenheiros, geólogos, geofísicos, mestres e doutores em várias áreas, eles voltaram ao Brasil para assumir posições-chave na Petrobras, elevando de forma substancial a sua capacidade de exploração, produção e refino.
Nada disso aconteceu por milagre ou de maneira repentina. As vitórias da Petrobras foram fruto de pessoas bem preparadas e com muito amor à empresa. As conquistas acumuladas tiveram pouco a ver com este ou aquele governo. Elas resultaram da orientação segura da empresa ao, primeiro, preparar cérebros para, depois, conquistar riquezas. É a prova de que, estudando, tudo se descobre.
Na década de 70, os técnicos da Petrobras foram para o mar e, em 1974, descobriram petróleo na bacia de Campos. Foi um passo importantíssimo, de fazer inveja às melhores empresas petrolíferas do mundo. Daí para a frente, foram conquistas e mais conquistas, até chegar ao dia de hoje.
Mas a sua missão não terminou. Uma longa caminhada os espera. Afinal, o Brasil é auto-suficiente em petróleo com um crescimento econômico de 2,5%. Precisaremos de muito mais petróleo quando crescermos a 5% ou 6%. Ademais, as reservas vão durar no máximo uns 30 anos e terão de ser exploradas em lugares cada vez mais inóspitos.
Graças a Deus, contamos com essa gente disposta, bem preparada e comprometida com o Brasil. Está aí um dos mais belos exemplos do quanto é possível conquistar com uma boa educação. Parabéns, Petrobras! Parabéns, técnicos! Parabéns, trabalhadores em geral! Vocês merecem o nosso aplauso.
Fonte: coluna de ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 23 de abril de 2006, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 18:10
Domingo, Fevereiro 12, 2006
Fonte: coluna GENTE BOA, de JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 05 de fevereiro de 2006, caderno SEGUNDO CADERNO.
Dois maîtres de fino trato
Elegantes e educados, eles fazem as honras do salão
Nicola Giorgi, 38, o mâitre-gato-italiano do Gero, assumiu há três semanas o comando da Forneria, em Ipanema. Ele começou no ramo aos 14 anos, enxugando copos em um pequeno hotel em Rimini, na Itália. Rodou meia Europa trabalhando em hotéis das redes Méridien e Othon, sempre lidando com comida e bebida. Há três anos Nicola se casou com a carioca Vanessa, assistente de gerente do Copacabana Palace, que conheceu em Roma e o trouxe para o Brasil. A receita de sucesso para um bom maître, segundo ele, reside na simplicidade. "Tão importante quanto saber harmonizar os pratos e o vinho é conseguir lembrar o nome dos clientes. Se está com amigos a pessoa vai se sentir importante, prestigiada", diz. A simplicidade também dita a moda de Nicola, famoso pela elegância com que se apresenta no trabalho. "Nunca usei um Zegna ou um Armani. É demais para mim. Faço minhas roupas com um alfaiate amigo meu de Roma." Claudia Mülberger é, desde outubro, maître do restaurante Olympe, de Claude Troisgros. Uma das raras mulheres a ocupar este cargo na cidade, Claudia confirma: o preconceito existe. "Já me confundiram com a recepcionista e pediram para eu ir lá dentro chamar o maître. Quando respondi "sou eu", a pessoa ficou super-sem-graça." Poliglota e com passagens pelo Caesar Park e Club Med, ela diz que, além de educação, gentileza e postura, é imprescindível que o maître, homem ou mulher, tenha uma boa cultura geral. ¿Os clientes puxam papo, gostam de conversar¿, diz.
Fonte: coluna GENTE BOA, de JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 05 de fevereiro de 2006, caderno SEGUNDO CADERNO.
posted by Eduardo Pereira at 13:31
Sábado, Janeiro 21, 2006
Fonte: coluna CONEXÃO GLOBAL, de Nelson Vasconcelos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 17 de janeiro de 2006, caderno ECONOMIA.
E os chineses não brincam em serviço, como lembra Marcio Lima, diretor-executivo da carioca Tauá Biomática. A empresa acaba de ganhar uma concorrência para fornecer equipamentos para o Judiciário brasileiro. Brigou contra fornecedores americanos e chineses. Deu certo, mas parece que essa não é bem a norma.
- Vivemos numa política meio doida, em que a gente acredita que o outro lado está na maior boa-fé, mas a verdade é que estamos concorrendo por um mesmo espaço. E os chineses não têm qualquer interesse em facilitar a vida de ninguém. - diz Lima. - E pior: estamos vendo o Brasil virar uma subcolônia da China.
Fonte: coluna CONEXÃO GLOBAL, de Nelson Vasconcelos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 17 de janeiro de 2006, caderno ECONOMIA.
posted by Eduardo Pereira at 23:46
Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
Meus parentes e amigos
Mais um Ano que está indo embora. E agora, o que podemos desejar para o próximo Ano!?
Que as verdadeiras amizades continuem eternas e tenham sempre aquele espaço especial em nossos corações.
Que as lágrimas, mesmo que poucas, sejam compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam comemoradas por todos.
Que a inocência das nossas crianças e a sabedoria dos nossos velhos, sejam, pelo menos respeitadas.
Que o carinho esteja presente num simples OLÁ, ou em qualquer outra frase, mesmo que digitada rapidamente.
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades, novos amores, novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida, apontando caminhos.
Que as coisas pequenas como a inveja, ciúmes, desamor, sejam banidas de vez das nossas vidas.
Que aquele que necessita de ajuda encontre em nós sempre o conforto, a palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Que o perdão e a compreensão superem as mágoas e as desavenças.
Que este nosso pequeno grande mundo seja cada vez mais humano.
Que tudo o que sonhamos seja transformado em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nosso meta absoluta.
E que nossa longa jornada nos próximos 365 dias seja repleta de flores.
Um Feliz Natal e um próspero 2006.
de coração
Edu, Sandra, Eduardinho e Gabrielle
PS. Não esqueçam de dizerem "Eu te amo" para as pessoas que amam...
PPS. EU AMO VOCÊS...
posted by Eduardo Pereira at 22:52
Domingo, Agosto 07, 2005
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 05 de agosto de 2005, caderno OPINIÃO.
ERRO DE FOCO
"Está errado ter o foco único na inflação. Nos EUA, o banco central fiscaliza emprego e crescimento, não só a inflação. O FMI incentiva os demais países que pensem somente em inflação."
Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, ontem na Folha
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 05 de agosto de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 18:22
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 04 de agosto de 2005.
LICENÇA PATRIÓTICA
Para o presidente Lula, o biodiesel vai ser o combustível automotivo do século 21. Do Brasil para o mundo. Será mesmo?
É liberdade poética e patriótica do presidente. Para igualar a Petrobras, hoje, teríamos de produzir 44 bilhões de litros de biodiesel, ocupando terras numa extensão superior a 60 milhões de hectares, que é todo o espaço ocupado para a produção de alimentos. Já pensou?
É, nós temos alternativas para o tanque do automóvel, mas não para a panela do povo, sem contar que, além do biodiesel, nós já estamos perto de 15 bilhões de litros de álcool para a frota de bicombustível, além da exportação. Não por acaso, o canavial transbordou de São Paulo e já invadiu o Paraná, o Mato Grosso do Sul e o Triângulo Mineiro. Por enquanto.
No mais, é bom não perder de vista que o Brasil já está batendo na trave da auto-suficiência em petróleo, ao tempo em que começa a botar a mão em colossais reservas de gás natural recentemente descobertas. E o gás também vai crescer, como carburante automotivo nobre, vulgo GNV, Gás Natural Veicular.
Em resumo, o biodiesel é uma boa alternativa, mais uma. Mas sem condição de substituir os derivados de petróleo, nos veículos nossos de cada dia.
Por falar nisso, os carros bicombustível, ou flexfuel, já são maioria no mercado: de janeiro a julho, foram vendidas 381 mil unidades, mais que as 328 mil de todo o ano passado. No final de 2004, das vendas totais, esses carros não chegavam a um quarto (21,6%); agora em julho ficaram com quase dois terços (58,9%). A frota em circulação é de 750 mil carros; em 2013, segundo prevê o governo, serão 8 milhões de carros com motor de pelo menos dois combustíveis - um de origem fóssil e o outro, vegetal.
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 04 de agosto de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 17:47
Terça-feira, Julho 05, 2005
coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 04 de julho de 2005, caderno DINHEIRO.
Empresários debatem "déficit zero"
A proposta do deputado Antonio Delfim Netto (PP-SP) de zerar o déficit nominal irá passar por seu maior teste amanhã, num grande encontro com a presença de parlamentares e grandes banqueiros e empresários do país. "Será uma conversa para tentar cooptar as pessoas para ajudar a traçar o programa", diz Delfim.
Já estão quase certos nomes como os de Marcio Cypriano (Febraban), Antônio Ermírio de Moraes (Votorantim), Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau), Armando Monteiro (CNI) e Paulo Skaf (Fiesp). Pelo governo, Antonio Palocci Filho (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento), Jaques Wagner (CDES) e Guido Mantega (BNDES). Parlamentares como Aloizio Mercadante (PT-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) também fazem parte do grupo.
O principal objetivo da reunião, segundo Delfim, é mostrar que o Brasil precisa mudar a atual política econômica de forma urgente e o Poder Executivo não tem condições de fazer sozinho a mudança. "É preciso o apoio do Congresso e da sociedade", diz Delfim.
Delfim propõe um corte significativo de despesas que resulte num choque de gestão no governo. As mudanças, que seriam feitas por emenda constitucional, abririam o caminho para uma substancial queda dos juros.
Para provar a necessidade de mudança da política econômica, Delfim compara o desempenho do Brasil diante dos emergentes Rússia, Índia e China, os chamados Brics, o grupo dos quatro que o Goldman Sachs chamou certa vez de as potências emergentes do século 21. O Brasil ficou para trás. O crescimento do país foi um terço do da Rússia e da Índia e um quarto do da China. "Se nada for feito, o Brasil só será potência no século 22", diz Delfim.
coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 04 de julho de 2005, caderno DINHEIRO.
posted by Eduardo Pereira at 19:52
Terça-feira, Junho 21, 2005
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 14 de junho de 2005, caderno DINHEIRO.
O moderno é o social
Discursos podem ser meras palavras ao vento. Quando de presidentes da República, ganham leituras mais amplas, embora não necessariamente precisas. Alguns poucos têm o condão de marcar mudanças de inflexão no pensamento do país, pelo senso de oportunidade de captar os novos ventos e de vislumbrar as novas etapas.
Independentemente das diferenças entre seus autores, os dois discursos mais marcantes dos últimos 15 anos foram os de posse de Fernando Collor de Mello e de Luiz Inácio Lula da Silva.
O primeiro apontava para a necessidade de liberalização da economia, de mudança do papel do Estado e de inserção competitiva do país no mundo. Era um passo preconizado desde 1985 por especialistas em desenvolvimento, liderados pelo economista Júlio Mourão, do BNDES. Mas havia enorme dificuldade em mudar a agenda do país, o discurso, sair do bordão do protecionismo, do estatismo desvairado. O discurso provocou o que o "aggiornamento" cultural do país.
O segundo, de Lula, apontava para a inclusão social, sintetizada no Fome Zero. Está se esmaecendo e não pode. Independentemente de autores, de problemas de implementação, de gestão, a bandeira não pode cair, e não é de governo, é de país. Mais: é condição essencial para o país aspirar ao desenvolvimento sustentável.
Em muitos momentos da história, o desenvolvimento parou porque não houve uma correspondente melhoria da renda. Os anos 70 são prova cabal disso. O Plano Real também.
Estados Unidos, Japão, Alemanha se tornaram Primeiro Mundo porque conseguiram articular, em um mesmo ambiente, os interesses da elite e do povo. Não existe país sem solidariedade da elite com seu ambiente.
Hoje em dia, pegue-se do ortodoxo-monetarista José Alexandre Scheikman ao próprio manifesto do PT da semana passada e se verá uma confluência de diagnósticos. Não basta o desenvolvimento em si, como algo independente, descolado do país. O foco correto é desenvolvimento com inclusão social.
Insisto nesse tema porque, apesar do grande impacto do discurso de posse de Lula, o tema vai se esmaecendo e, nos últimos meses, vem crescendo um típico movimento-manada, de atribuir aos gastos do governo, especialmente aos gastos sociais, os problemas enfrentados por uma política monetária torta.
Se se gasta mal, corrija-se; se o gasto social é pouco eficaz, confira-se eficácia. O que não se pode é entrar nessa, de atribuir os males do país ao "engessamento do Orçamento", à "gastança" e outros álibis inventados pelos cabeças de planilha para subtrair recursos do social.
Seria bom que, governo, o PT recuperasse a bandeira; oposição, o PSDB tratasse de abraçá-la, com todas as críticas que quiser fazer à gestão. Atenção ao social não pode ser bandeira de campanha: é projeto de país.
O discurso do social é uma inevitabilidade se se quiser o crescimento do país.
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 14 de junho de 2005, caderno DINHEIRO.
posted by Eduardo Pereira at 18:55
Domingo, Junho 19, 2005
coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 17 de junho de 2005, caderno DINHEIRO.
MODELO NACIONAL
A Bosch da Alemanha pediu à General Motors do Brasil um Zafira 2.0 Flexpower, cujo motor utiliza injeção eletrônica desenvolvida pela alemã, para mostrar ao Partido Verde de seu país a tecnologia bicombustível.
coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 17 de junho de 2005, caderno DINHEIRO.
posted by Eduardo Pereira at 11:44
Quarta-feira, Junho 08, 2005
coluna INFORME ECONÔMICO, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 08 de junho de 2005, caderno ECONOMIA.
Cultura brasileira
A cultura brasileira é um produto de grande aceitação no exterior. Mas rende pouquíssimos direitos autorais. ''Não adianta exportarmos filmes, CDs, se não trabalhamos os direitos correlatos'', aponta o superintendente de Economia da Cultura do Estado do Rio, Luiz Carlos Prestes Filho. ''Cada vez mais, não é a bilheteria que importa, e sim o licenciamento'', completa, citando o exemplo da saga hollywoodiana Guerra nas estrelas, que oferece toda uma gama de produtos, cujos contratos de comercialização foram selados até um ano antes do lançamento do filme.
De olho no potencial da indústria do copyright, as secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico e da Cultura e a Comissão Estadual de Defesa da Propriedade Intelectual realizam amanhã o 1º Seminário sobre Direito Autoral nas Instituições Culturais. O alvo é o público interno: os gestores de órgãos públicos. ''É preciso colocar a questão das marcas e patentes na área cultural. Elas precisam ser pensadas como um ativo econômico importante'', completa Prestes Filho.
coluna INFORME ECONÔMICO, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 08 de junho de 2005, caderno ECONOMIA.
posted by Eduardo Pereira at 22:54
Segunda-feira, Maio 23, 2005
Parentes e amigos, a Sandra fez ultrassom e É ME-NI-NA!!!! Estamos muito, mas muito felizes!!!
posted by Eduardo Pereira at 22:35
Domingo, Maio 08, 2005
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de janeiro de 2005, caderno OPINIÃO.
IMPOSTO EM TUDO
"Isso é gula, é gana dos técnicos do fisco. Eles querem tributar o ar, o vento, qualquer coisa."
Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, sobre nova forma de tributar empresas prestadoras de serviço, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de janeiro de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 07:13
Quinta-feira, Março 31, 2005
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 30 de março de 2005.
Lições da MP 232
O governo agiu bem ao desistir da Medida Provisória 232, que ampliava a carga tributária para empresas prestadoras de serviço. Independente da motivação da desistência (a previsível e esmagadora derrota em possível votação no Congresso), o gesto do Palácio do Planalto atende a um forte e eloqüente apelo de entidades empresariais e associações de classe, inconformadas com mais um fardo tributário a suportar. O governo entendeu o recado. Projetava-se uma arrecadação adicional de R$ 1,2 bilhão nas regras de incidência da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda (IR) dos prestadores de serviço. Seria uma compensação pela perda de arrecadação com a correção de 10% da tabela do IR de pessoa física a partir deste ano. Não convenceu.
O impasse gerado pela MP mostra que o governo não deve se engolfar em disputas gratuitas com os setores organizados da sociedade - cada vez mais cansados de sustentar um Estado caro, pesado e ineficiente.
A paciência dos cidadãos chegou a fim. Em vez de aumentar a já sufocante carga tributária, o governo tem a missão de deixar o Estado do tamanho que o país pode pagar.
Afinal, gasta-se muito e mal. Vai no ralo das despesas públicas uma grande quantidade de dinheiro com aposentadorias, pessoal e custeio da máquina. Somam-se ainda infindáveis gastos decorrentes de despesas ''carimbadas'', exigidas pela Constituição. Essa perversa conjugação é sustentada pelo endividamento e pelos altos impostos. Convém desatar o nó. Mas requer cortar a própria carne, e não despejar a fatura no bolso das empresas e dos cidadãos.
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 30 de março de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 22:05
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de março de 2005, caderno OPINIÃO.
VITÓRIA DA SOCIEDADE
Em mais um caso no qual a arrogância e a insensibilidade política acabaram por derrotá-lo, o governo se viu compelido a abandonar a famigerada medida provisória 232. Diante do amplo e inequívoco repúdio que despertou, a MP, naquilo que continha de nocivo ao contribuinte, já deveria ter sido reformulada.
No entanto, atropelando o bom senso e as evidências de que não haveria ambiente para a aprovação, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, preferiu insistir na proposta, articulando-se com congressistas na tentativa de edulcorar a indigesta investida contra os contribuintes.
O esforço foi em vão. As mudanças podem ter tornado a MP mais palatável, mas não alteraram o intuito original de aumentar a tributação -algo intolerável para uma sociedade que, submetida a elevada carga de impostos, não recebe, sob a forma de investimentos e serviços eficientes, a contrapartida dos recursos que transfere ao Estado.
A MP 232 deveria simplesmente implementar uma correção das faixas de rendimento sobre as quais incide o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Tratava-se de beneficiar o imenso contingente de trabalhadores assalariados que, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, vinham pleiteando um ajuste proporcional à inflação dos valores sobre os quais se aplicam as diversas alíquotas desse imposto.
Desde 1996, houve apenas uma correção, em 2002, de 17,5%. Para acompanhar toda a inflação, o novo ajuste teria de ser superior a 50%. O governo aceitou conceder 10%.
A boa notícia, porém, foi obscurecida pela sorrateira introdução na MP de dispositivos que aumentavam impostos de outros setores, notadamente as empresas prestadoras de serviço -que já haviam sido atingidas, em 2003, por uma elevação de 12% para 32% da base sobre a qual se calcula o seu IR.
É de esperar que os clamores da sociedade sejam ouvidos e que se mantenha para este ano a proposta de correção das faixas do IRPF. Quanto à compensação das "perdas" que tal reajuste imporia aos cofres públicos, há maneiras mais produtivas de promovê-la, como, por exemplo, cortar despesas e aumentar a eficiência da máquina pública.
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de março de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 22:02
Domingo, Março 06, 2005
Texto de JOELMIR BETING, do Site de JOELMIR BETING, do dia 03 de março de 2005.
Dizem que dívida pública não se paga, rola-se. Certo? Pois nessa toada ela ensaia furar a barreira de R$ 1 trilhão na virada do semestre. Resultado: nesta altura do calendário, já não é mais o déficit que contrata a dívida - é a dívida que realimenta o déficit.
E aí ficamos todos no impasse terminal: maior o déficit, maior o risco: maior o risco, maior o juro; maior o juro, maior a dívida; maior a dívida, maior o déficit...
Texto de JOELMIR BETING, do Site de JOELMIR BETING, do dia 03 de março de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 11:59
Domingo, Fevereiro 06, 2005
coluna EURECA, de Ana Lucia Azevedo, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 06 de fevereiro de 2005.
MEIO AMBIENTE
Fome de florestas
A agricultura é hoje a maior ameaça isolada à biodiversidade. Alimentar seis bilhões de bocas demanda a destruição de florestas e campos, levando junto milhares de espécies. Posto que é ponto pacífico que precisamos comer, cientistas alertam num artigo na "Science" que é preciso encontrar com urgência formas de conciliar a demanda por alimentos. Em 50 anos, a produção de comida terá que triplicar e não há solução à vista. O problema é um desafio especial para o Brasil, um dos celeiros do mundo e o país com maior biodiversidade do planeta.
coluna EURECA, de Ana Lucia Azevedo, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 06 de fevereiro de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 23:29
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de MAURO HALFELD, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de janeiro de 2005, caderno de ECONOMIA.
Assumindo as rédeas do negócio
Reduzir custos geralmente é uma tarefa desagradável. Existe até aquela frase popular ¿estão fazendo economia de palitos¿. Mas o impacto no lucro de uma pequena redução nos custos de uma empresa geralmente é muito forte.
Veja este exemplo (e confira o gráfico): uma empresa com vendas de R$ 100 mil, com custos totais de R$ 95 mil, gera um lucro de R$ 5 mil. Imagine que se consiga uma redução de 3% nos custos; em vez de R$ 95 mil, teremos R$ 92 mil de custos, gerando um lucro de R$ 8 mil, no lugar dos R$ 5 mil anteriores.
Qual foi a variação do lucro? 60%. Isso mesmo, o pequeno corte de 3% nos custos resultou em um aumento de 60% no resultado líquido da empresa. Tradicionalmente, há espaço para cortes em despesas administrativas. É surpreendente que até a área comercial possa estar pesada. Alguns clientes podem estar gerando margem negativa para sua empresa, ou seja, não vale a pena mantê-los como clientes.
Outro grande desafio de uma empresa está na administração do capital de giro. Mesmo operando com lucro, uma empresa muitas vezes vê seu capital ficar preso no estoque ou nos créditos a receber de seus clientes.
Algumas sugestões para não enfrentar dificuldades na gestão do capital de giro de seu negócio:
a) Se você vende a prazo, tenha muito cuidado para não estabelecer prazos muito longos. É impressionante como prazos longos aos clientes sugam capital de giro.
b) Analise a possibilidade de contratar um serviço de análise de crédito. Há algumas boas empresas que oferecem pacotes especiais para pequenas empresas. Custam caro, mas funcionam como uma bússola.
c) Inicie a cobrança dos clientes em atraso o mais rápido possível. Avisos pelo correio e telefonemas não podem ser economizados.
d) Monitore com precisão o estoque. Observe as mercadorias que giram pouco. Talvez uma promoção ajude você a livrar-se desses itens muito lentos.
e) Exija de seus fornecedores prazos curtos para reposição da matéria- prima. Com isso, você pode manter estoques bem menores.
f) Em mercados onde há forte concorrência, detalhes fazem toda a diferença. Acho melhor você dar uma conferida em seus números o quanto antes. Seu concorrente pode ter começado a cortar custos antes de você.
Evite ao máximo comprar imóveis ou equipamentos com dinheiro que iria fazer falta em seu capital de giro. Financiamentos como o Proger, disponível no Banco do Brasil e Caixa Econômica, e algumas linhas de crédito do BNDES, com juros mais baixos e prazos longos, seriam bem interessantes.
Como o custo do desconto de duplicata e de empréstimos de curto prazo é muito alto no Brasil, uma boa tática é manter muita gordura em seu capital de giro. Isto para dormir tranqüilo. Você só poderá tomar uma decisão confiável depois de estudar muito seus relatórios contábeis. Preste sempre atenção aos detalhes. Como já disse, eles fazem toda a diferença.
coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de MAURO HALFELD, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de janeiro de 2005, caderno de ECONOMIA.
posted by Eduardo Pereira at 18:20
Domingo, Janeiro 23, 2005
IMPOSTO EM TUDO
"Isso é gula, é gana dos técnicos do fisco. Eles querem tributar o ar, o vento, qualquer coisa."
Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, sobre nova forma de tributar empresas prestadoras de serviço, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de janeiro de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 18:17
Sábado, Janeiro 08, 2005
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MÍRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de janeiro de 2005, caderno ECONOMIA .
O ideal, o ideal mesmo, seria o governo gastar menos e pesar menos sobre os contribuintes que pagam impostos, para não aumentar o vasto exército dos que não pagam.
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MÍRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de janeiro de 2005, caderno ECONOMIA .
posted by Eduardo Pereira at 20:25
Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MÍRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de dezembro de 2004, caderno ECONOMIA .
Mas neste último dia do ano o rastro de morte provocado pelo mar deveria nos mostrar como a vida é pequena e o planeta, frágil e desconhecido. Hora de esquecer as miudezas do cotidiano e sonhar com um mundo melhor.
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MÍRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de dezembro de 2004, caderno ECONOMIA .
posted by Eduardo Pereira at 09:13
Domingo, Dezembro 26, 2004
coluna de CORA RÓNAI , publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 20 de outubro de 2004, caderno INFO Etc.
¿ Não acredite em Papai Noel. Desconfie de câmeras que custam muito menos do que as suas similares;
¿ Antes de qualquer outra coisa, pergunte pela garantia que o vendedor dá aos equipamentos. Isso pode evitar muita dor de cabeça;
coluna de CORA RÓNAI , publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 20 de outubro de 2004, caderno INFO Etc.
posted by Eduardo Pereira at 12:26
Domingo, Outubro 31, 2004
coluna INFORME JB, de BELISA RIBEIRO, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 30 de outubro de 2004, caderno BRASIL
Expresso Pantanal
O senador Delcídio Amaral (PT-MS) comemora a autorização do presidente Lula para a recuperação da Ferrovia do Pantanal, 1.600 quilômetros de Bauru (SP) a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A obra será financiada pelo BNDES e foi negociada em conjunto com o governador Zeca do PT e o senador Ramez Tebet (PMDB-MS). Serão trens de carga e para turismo, cujos novos vagões já estão prontos.
coluna INFORME JB, de BELISA RIBEIRO, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 30 de outubro de 2004, caderno BRASIL
posted by Eduardo Pereira at 07:13
Domingo, Outubro 10, 2004
coluna TODA MÍDIA, de Nelson de Sá, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de outubro de 2004, caderno BRASIL.
Voz global
O jornal "Christian Science Monitor", de Boston, deu editorial louvando as palavras de Powell -e saudando a "nova voz global do Brasil".
coluna TODA MÍDIA, de Nelson de Sá, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de outubro de 2004, caderno BRASIL.
posted by Eduardo Pereira at 18:50
Domingo, Agosto 29, 2004
"Se não tivéssemos um bom marketing, mesmo com um bom produto provavelmente não teríamos o sucesso que tivemos"
Tarcisio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços da Gol.
posted by Eduardo Pereira at 08:07
Domingo, Agosto 15, 2004
coluna CONEXÃO GLOBAL, de Nelson Vasconcelos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 10 de agosto de 2004, caderno ECONOMIA.
Daí os quatro pontos básicos que, diz ela, são necessários para qualquer país, ou empresa, decolar:
1) decidir competir;
2) investir em educação;
3) implementar uma política que implique responsabilidade, honestidade e incentivo ao consumo interno e à exportação;
4) inovar.
o principal recado da número um da HP, Carly Fiorina, que semana passada esteve no Brasil apresentando projetos e idéias.
coluna CONEXÃO GLOBAL, de Nelson Vasconcelos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 10 de agosto de 2004, caderno ECONOMIA.
posted by Eduardo Pereira at 10:10
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 09 de agosto de 2004, caderno Rio.
As voltas que o...
O presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, ligou para Palocci para agradecer a redução da alíquota do IR de 20% para 15% sobre o ganho obtido com a venda de ações:
¿ Veja como o mundo anda maluco. O governo liberal de FH aumentou a alíquota de 15% para 20%. Agora um governo esquerdista restabelece o índice anterior.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 09 de agosto de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 10:04
Domingo, Julho 11, 2004
07/07/2004 - 20h57m
Ministério da Justiça considera abusivos reajustes de planos de saúde
Geralda Doca - O Globo
BRASÍLIA - O governo decidiu endurecer com as administradoras de planos de saúde. Em reunião realizada nesta quarta-feira entre Procons de todo o país e representantes do Ministério da Justiça, o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor considerou abusivos os reajustes acima de 11,75% aplicados pelas operadoras de planos de saúde, entre elas Bradesco, Sul América e Itaú, aos contratos anteriores a 1999 e cujos usuários não migraram para os novos planos. O governo e os órgãos de defesa ao consumidor recomendam que os consumidores entrem com processos contra as empresas.
O diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita, anunciou que os Procons vão adotar medidas para evitar que o consumidor seja prejudicado e afirmou que as operadoras poderão ser processadas administrativamente, estando sujeitas a multas que variam de R$ 200 mil a R$ 3 milhões.
Os Procons também devem entrar com ações coletivas na Justiça contra os reajustes. Morishita orientou os usuários que estão tendo problemas com os planos a pagarem os novos valores através de depósito judicial ou em cheque, informando no verso que não concordam com os reajustes, uma forma de instrumentalizar uma ação judicial futura.
- O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor entendeu que a cláusula que está lastreando esses reajustes é abusiva - disse Morishita.
Segundo ele, ao oferecerem seus produtos, as operadoras "vendem o céu para o consumidor e da noite para o dia reajustam os planos de maneira unilateral". Morishita disse que os reajustes são abusivos porque o consumidor não tem como saber em que base as operadoras fizeram o reajuste. Ele disse que a cláusula é genérica e fala apenas de reajuste de custos e salários, sem dar mais explicações ao usuário.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ficará responsável pelas multas às operadoras e seguradoras de saúde que estiverem praticando preços abusivos contra usuários com contratos assinados antes da Lei 9656/98, a Lei dos Planos de Saúde. Esses preços abusivos, segundo a ANS, contribuem para provocar uma instabilidade em todo o mercado de saúde suplementar do país.
- Não se pode tolerar a violação dos direitos dos consumidores. Se for preciso, vamos aplicar multas expressivas contra as empresas que estiverem desafiando o nosso controle técnico - disse o diretor-presidente substituto da Agência, Leôncio Feitosa.
fonte: http://oglobo.globo.com/online/economia/143522172.asp
07/07/2004 - 20h43m
Entenda a confusão dos aumentos dos planos de saúde
Globo Online
RIO - O governo criou um programa de adaptação dos antigos planos de saúde aos novos modelos, com uma cobertura maior de serviços, criados a partir da nova Lei dos Planos de Saúde. Para atender á demanda das empresas, foram criadas regras de transição. Mas estas regras têm penalizado em especial pessoas idosas e aposentados, segundo os órgãos de defesa ao consumidor. Outra crítica é que o prazo de adesão de 90 dias a partir da apresentação da nova proposta da administradora é muito curto.
O programa de Incentivo foi criado pela Resolução 64 da ANS e determina que todos os usuários de planos antigos (anteriores à Lei 9.656, de dezembro de 1998) têm de receber propostas de adaptação de contrato. A única exceção é para carteiras com mais de 90% de sinistralidade (índice de utilização dos serviços médicos). Nesse caso, a empresa pode oferecer só migração.
Para os casos de adaptação, ficou determinado que os planos podem ter reajuste de até 25%, com uma média de 15%. Para migração, não há limite. A adaptação é a possibilidade de o consumidor alinhar o seu atual contrato às coberturas garantidas na Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656). Na migração, o usuário assina um novo contrato.
fonte: http://oglobo.globo.com/online/economia/143522658.asp
posted by Eduardo Pereira at 16:21
Sábado, Julho 03, 2004
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 02 de julho de 2004.
ESTELIONATO TRIBUTÁRIO
Deu manchete sexta-feira no Brasil e no mundo: a carga tributária extraída da economia e da sociedade acaba de tocar a ionosfera dos 40% do PIB.
Três considerações a fazer. Primeira: carga situada bem acima, estupidamente acima, da capacidade contributiva da economia e da sociedade. Que pelo modelo Tanzi não poderia passar de 24% do PIB. Na Argentina, o teto contributivo é de 29% e a carga não vai além de 19%. Nos Estados Unidos, eles poderiam pagar até 44% e estão pagando 29%, a caminho de 27%.
Segunda observação: carga tributária da pior qualidade, porque centrada em dois terços dela na produção e no consumo e não na renda e no patrimônio. Portanto, tratando igualmente os desiguais, na injusta medida em que extrai do pobre que nada tem tanto quanto extrai do rico ou do remediado. Seja na cachaça, no alimento, no cigarro ou no remédio. Daí o Brasil desfilar a taça de chumbo de titular da renda social mais concentrada do mundo.
Terceira observação, não menos grave: carga fiscal sem retorno social. No Estado brasileiro, a atividade-fim é devorada pela atividade-meio. O que tem levado a classe média inteira a privatizar a saúde pública da família, a educação pública da família, a previdência pública da família, o transporte público da família, a segurança pública da família.
Um caso juridicamente perfeito de estelionato tributário.
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 02 de julho de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 15:38
Quinta-feira, Junho 10, 2004
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de junho de 2004, caderno dinheiro.
O brasileiro da Kodak
Está certo que Santos Dumont é herói nacional. Os mais velhos se lembrarão de Carlos Chagas ou de César Lattes, que quase foi nosso Nobel. Mas os cientistas e inovadores têm pouco espaço na nossa cultura. O imaginário popular está focado em esportistas, políticos, advogados, músicos em geral.
Por isso, quando soube da concessão do prêmio da Fundação Conrado Wessel para cinco cientistas brasileiros, me animei. Mas quem era esse tal Conrado?
Nascido na Argentina em 1891, com um ano de idade Conrado tornou-se cidadão de Sorocaba, para onde se mudou sua família alemã. A Escola Politécnica tinha acabado de ser montada, e o pai de Conrado, Guilherme Wessel, convidado para ser professor de física.
A escola era próxima do Jardim da Luz, local preferido dos paulistanos para tirar fotografias, a nova moda que grassava por meio dos lambe-lambes. Desde os tempos de estudante, em Hamburgo, na Alemanha, Guilherme se interessava pela fotografia, como negócio, mas também como tecnologia.
Depois de algum tempo, adquiriu uma loja de fotografias na rua São Bento. Foi a primeira de uma série de lojas de fotografias fundadas por casais europeus naquela rua, precedendo a Casa Cosmos e a Fotoptica.
Desde cedo Conrado se interessou pelo tema e, adolescente, ganhou dois prêmios de fotografia em concurso promovido pela Secretaria da Agricultura de São Paulo. Durante seis meses foi assistente de um cinegrafista da Gaumont, que em 1908 veio filmar fazendas de café para a propaganda do produto na Europa -nos tempos em que o café brasileiro ainda sabia se promover. Com esse trabalho, conseguiu a primeira carteira de cinegrafista emitida no país.
O pai apostou do talento do filho e, em 1911, o enviou para estudar fotografia na K. K. Lehr und Versuchs Antsalt, em Viena. Lá, ele se especializou em clichês para revistas e jornais.
Voltou dois anos depois com a idéia de montar uma fábrica nacional de papel fotográfico.
Para se aprofundar no tema, decidiu se matricular como aluno ouvinte da Poli. Após muitas experiências, chegou à fórmula ideal.
Em março de 1921, inaugurou a primeira unidade da fábrica, em um pequeno prédio de seu pai na Barra Funda. Adquiriu algumas máquinas, importou papel da Alemanha, e a tecnologia desenvolvida por ele permitia fixar a emulsão de sais de prata na base do papel.
Conseguiu a patente, concedida pelo então presidente Epitácio Pessoa, e batizou o produto de Postal Jardim, para atrair os lambe-lambes do Jardim da Luz.
Os papéis da Fábrica Privilegiada de Papéis Photograficos Wessel levaram algum tempo para conquistar mercado. Fez campanha entre os fotógrafos, mas, apesar de melhor e mais barato, não conseguia superar o fascínio que o produto estrangeiro sempre exerceu sobre nossos consumidores. Salvou-o a Revolução dos Tenentes, em 1924, que deixou São Paulo isolada e os lambe-lambes sem papel fotográfico.
Aí começaram a comprar o Postal Jardim. Quando a revolução terminou, os estrangeiros tentaram recuperar o mercado, até oferecendo produto pela metade do preço. Para combater a invasão, Wessel lançou o mesmo papel, mas com nome diferente e preço menor ainda. Surpreso, constatou que os fotógrafos faziam questão do original, mais caro.
Passou a ser assediado por todas as empresas estrangeiras. Acabou fechando um acordo com a Kodak, pelo qual a empresa construiu uma fábrica nova no bairro de Santo Amaro e concedeu a administração a ele por 25 anos. Ao final do período, fábrica e patentes passariam para o controle da Kodak.
Wessel virou um empresário nacional rico. Fosse norte-americano, teria virado multinacional. Adquiriu vários imóveis, inclusive a área onde está o Shopping Pátio Higienópolis. Morreu em 1993, aos 102 anos, sem herdeiros e com o sonho de criar um prêmio que fosse o Nobel brasileiro.
Está na hora de o país começar a cultuar os seus tecnólogos, os homens que, apesar de tudo, de governos incompetentes, do bacharelismo de advogados e economistas, da torcida nacional pelo fracasso, lograram empreender e deixar uma obra.
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de junho de 2004, caderno dinheiro.
nassif@uol.com.br
posted by Eduardo Pereira at 21:17
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno RIO.
O papel tá caro
Há uns três anos, fabricantes de papel higiênico reduziram os rolos de 40 para 30 metros.
Agora, a marca Scott está pondo no mercado rolos de papel higiênico de 20 metros. Qualquer dia, aparece papel de 1 metro para uso individual.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 21:07
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno RIO.
Boa idéia na Europa
A Caninha 51 entupiu Portugal com 2 mil placas de publicidade na véspera da Eurocopa, megaevento esportivo que atrai 200 redes de TV de 12 de junho a 4 de julho.
Na Europa, a 51 custa 14 euros. Uns R$ 50. É preço de uísque.
Aliás...
¿O mundo descobriu a aguardente brasileira¿, brinda Carlos Lessa, presidente do BNDES.
O banco quer financiar pólos produtores de cachaça. ¿Acho que podemos tomar parte do mercado da tequila.¿ Também o Inmetro lança em breve um selo de qualidade para exportação.
Abelha sem ferrão
Outro setor que despertou interesse do BNDES é o de mel.
Problemas sanitários vêm reduzindo na Europa a compra do mel da China. Carlos Lessa visitou produtores de mel de Santa Luzia do Paruá, MA, e saiu animado. Lá se produz mel de teúba, abelha dócil, sem ferrão.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 21:06
coluna de MARCIO AITH, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 04 de junho de 2004, caderno OPINIÃO.
A verdadeira agenda perdida
SÃO PAULO - O governo reforçou a percepção de que trata trabalhadores e bancos de forma desigual.
Aos primeiros, o adiamento da correção na tabela do Imposto de Renda e a ameaça de compensar qualquer queda na arrecadação com novas medidas fiscais.
Aos bancos, a magnanimidade da promessa de racionalização do sistema tributário. Em breve, o Fisco deve transferir aos bancos a prioridade no recebimento de empresas falidas com o argumento de que o sistema financeiro ficará mais benevolente se houver garantias firmes no caso de inadimplência. Essa mudança virá na reforma da Lei de Falências, que avançou quarta-feira no Senado.
Qual é a relação entre a correção da tabela do IR e a reforma da Lei de Falências? Enorme.
A reforma da Lei de Falências parte do pressuposto de que o crédito não chega barato aos brasileiros porque os bancos, sedentos para irrigar a economia, não conseguem fazê-lo por culpa de uma lei obsoleta e de empresários falidos e inescrupulosos. O raciocínio segue assim: se os bancos ganharem mais poder, darão mais crédito aos pobres mortais e, com isso, estimularão novos investimentos e o consumo. Esse mantra faz parte da famigerada "Agenda Perdida", conjunto de propostas econômicas liberais elaborado, entre outros, pelo secretário de Política Econômica da Fazenda, Marcos Lisboa.
Se o governo busca colocar dinheiro no bolso das pessoas, por que não o faz sem beneficiar intermediários nem estimular o endividamento?
Segundo cálculos do Dieese, a Receita vai tirar do trabalhador neste ano o valor de R$ 1,7 bilhão ao não corrigir a tabela do IR em 11,32% -defasagem registrada no governo Lula até março. Se calcularmos a defasagem entre 1996 e março passado (55,3%), R$ 6,3 bilhões serão transferidos dos salários para o governo somente em 2004.
Pode até haver argumentos sólidos em favor da reforma da Lei de Falências, mas esses argumentos não combinam com o tratamento dado aos trabalhadores.
coluna de MARCIO AITH, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 04 de junho de 2004, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 20:21
coluna INFORME JB, de Belisa Ribeiro, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 8 de junho de 2004.
Deu no 'NYT'
The New York Times publicou, ontem, em destaque, a notícia de que o governo brasileiro, por intermédio do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), promove o software livre no país, com economia para o setor público de R$ 8 mil a cada 10 computadores em que os sistemas pagos são trocados pelo Linux. Segundo o jornal norte-americano, 42% dos 160 bancos do país também já aderiram à tecnologia gratuita do Pingüim.
coluna INFORME JB, de Belisa Ribeiro, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 8 de junho de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 17:38
coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 8 de junho de 2004, caderno opinião.
Meu Deus do céu, como é possível comemorar o fato de que a renda, o principal elemento na vida econômica do mortal comum, está dando apenas sinal de vida? Se isso é tudo o que a política econômica pode produzir, é melhor a eutanásia.
coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 8 de junho de 2004, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 17:18
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 8 de junho de 2004, caderno dinheiro.
Internet e música
O fim da era do CD e o início da era da música digital na internet abrem caminhos excepcionais para a consolidação da música brasileira. Pela primeira vez, poderão ser superadas algumas barreiras históricas à disseminação da diversidade da música brasileira no mundo.
1) Custos de produção acessíveis. Com baixíssimo investimento, é possível ter um estúdio caseiro com qualidade quase idêntica à de um profissional.
2) Trabalho colaborativo. Música é bites. Com a rede e a consolidação de padrões de música digital, é fácil juntar grupos de criadores e instrumentistas para produções mais complexas.
3) Divulgação do trabalho. Os sites de troca de arquivos e os próprios sites de busca abrem espaço amplo para a divulgação de trabalhos.
4) Estrutura de comercialização. Por meio dos sites de venda e troca de arquivos, rompe-se definitivamente a principal barreira para a internacionalização da nossa música.
Mesmo assim, a criação de um modelo de consolidação e disseminação da música brasileira vai muito além da sua expressão digital.
Uma política de música digital tem componentes da seguinte ordem:
a) constituição de um enorme banco de dados que permita mapear a indústria da música, desde produtores e artistas até técnicos e casas de show, além das experiências regionais.
b) Um trabalho social-gerencial de levar princípios de profissionalização aos diversos grupos musicais, desenvolvendo outras formas eficientes de economia da música -como circuitos de show, circuitos de bares e restaurantes com músicas ao vivo, circuitos universitários etc.
c) Definição de modelos de comercialização de músicas por meio da internet.
d) Definição de estratégias de divulgação da música brasileira no exterior.
e) Definição de um padrão para a disseminação de rádios sobre IP, rompendo de vez com os esquemas fechados de concessão de freqüências e dando abrangência às rádios comunitárias.
f) Participação ativa nos grupos internacionais de padronização de arquivos e de discussão da legislação de direitos autorais.
Uma estratégia adequada teria que se desdobrar em várias frentes. A primeira, de cunho quase social, é a da chamada inclusão social pela música, permitindo aos milhares de brasileiros, presentes nos mais distantes rincões, que exponham sua arte, mesmo porque, com a urbanização, a parte mais criativa e original da música brasileira se fará cada vez mais nos centros mais distantes.
Um segundo grupo é o dos músicos urbanos, que podem conseguir espaço nos circuitos das grandes e médias cidades. Finalmente, um terceiro grupo de músicos internacionalizados ou internacionalizáveis, cujo mercado está nas mãos de alguns poucos produtores internacionais, trabalhando de forma um tanto amadora.
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 8 de junho de 2004, caderno dinheiro.
nassif@uol.com.br
posted by Eduardo Pereira at 17:03
Sábado, Abril 24, 2004
"País subdesenvolvido é aquele que importa, como última novidade, o obsoleto."
(Jaime Lerner)
posted by Eduardo Pereira at 20:13
Quarta-feira, Março 31, 2004
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 27 de março de 2004, caderno dinheiro.
A conversão tardia
Nesta semana, economistas de diversas linhas saudaram o avanço do Banco Central. A brilhante vanguarda de sargentos do exército do dr. Meirelles escreveu a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) aceitando o óbvio: contra choques de oferta -como elevação do câmbio, de preços de commodities, altas sazonais de alimentos- e contra preços administrados -como tarifas e impostos-, a política monetária tem efeito mínimo.
O organismo econômico e social brasileiro parece um doente grave, com irrupções por todo o corpo. Escândalos pontuais viram crises desestabilizadoras, greves pipocam por todos os lados, a vontade de acreditar dos empresários virou fumaça, o desalento toma conta de todos os setores, a base de apoio do governo se esfacela.
O início dessa virada foi uma ata do Copom, na qual o pensamento de planilha matou o pequeno renascimento da esperança ao decretar que, mesmo contra todas as evidências, a inflação era um lobisomem ainda a ser exorcizado. O mundo veio abaixo porque se constatou que a autoridade incumbida de administrar as expectativas não era dotada de racionalidade econômica.
Não apenas os críticos como até os economistas de mercado enxergavam mero aumento sazonal no que o BC tratava como recomeço de surto inflacionário. Passada a fase sazonal, os índices começam a cair, como era previsível.
As expectativas positivas foram destruídas, criou-se ameaça concreta de governabilidade, e agora surge a nova ata do Copom reconhecendo que as altas eram sazonais ou fruto de choques de oferta e que eventos dessa natureza não podem condicionar decisões de política monetária. E ficamos todos saudando a conversão do Banco Central ao bom senso, sem atentar para o custo que sua atitude anterior gerou.
A sucessão de erros do Banco Central vem se acumulando desde o ano passado, da incapacidade de perceber as inflexões da economia -em maio do ano passado não conseguiram perceber a economia derretendo- à incapacidade de articular expectativas. À irresponsabilidade da ata anterior do Copom se seguiu a decisão de reduzir os juros em 0,25 ponto percentual, desnorteando todos os que passaram a acreditar nessa ata como se fosse um dos segredos de Fátima.
Agora fica o país inteiro, faminto por governabilidade, tentando tirar pontos positivos nesse reconhecimento tardio do erro. Para conseguir que o Banco Central começasse a recompor reservas, foi um parto, que custou imenso desgaste.
O troco do Banco Central foi a ata irresponsável, uma chantagem para balançar as expectativas e alertar o governo de que tem o controle do jogo. Foi necessário um incêndio de proporções grandiosas para uma autocrítica.
No ano passado, havia um quadro político e econômico, interna e externamente, favorável. Agora, está começando o jogo pesado. Uma operação que exige um cirurgião está nas mãos de residentes. Quando terminarem de se formar no Banco Central, terão que praticar o conhecimento adquirido em outras plagas. Por aqui, não vai ficar pedra sobre pedra.
coluna de LUÍS NASSIF, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 27 de março de 2004, caderno dinheiro.
posted by Eduardo Pereira at 22:31
Domingo, Março 28, 2004
coluna PAINEL S.A., publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 22 de março de 2004, caderno dinheiro.
No Sertão
A região irrigada do Vale do São Francisco produziu mais de 6 milhões de litros de vinho no ano passado, cerca de 15% do total nacional, segundo a Valexport. Empresas estrangeiras com experiências em seus respectivos países já estão começando a plantar uvas na região, como a Dão, de Portugal.
coluna PAINEL S.A., publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 22 de março de 2004, caderno dinheiro.
posted by Eduardo Pereira at 10:43
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno Rio
Inimigo público
Em 1954, a soma dos impostos sobre a gasolina - quase toda ela importada - era de 3,85%.
Meio século depois, a mordida assusta:
Saltou para 59,8%.
O Estado brasileiro é o maior dos ladrões.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 10:33
coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de MAURO HALFELD, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno de Economia.
Múltiplas fontes de renda
O mercado financeiro tem oferecido altos rendimentos. Pena que isso só vale para quem tem dinheiro para investir. Os juros altos pagos pelo governo inflam o rendimento das aplicações de renda fixa e quem está endividado sofre muito, principalmente quem não consegue um emprego. Por falar nisso, o Dieese continua divulgando números muito preocupantes para o desemprego. Mais de 19% da População Economicamente Ativa estavam desempregados em pleno mês de dezembro na Grande São Paulo, o que significa que quase dois milhões de pessoas não conseguem trabalho.
Tenho alguns amigos enfrentando a situação, gente que nunca passou por isso e que se sente mal neste momento. Alguns conseguiram fazer uma reserva para emergências e usam o período difícil para fazer uma reciclagem. Cursos de informática, técnicas de vendas ou algo mais específico para a profissão criam interessantes oportunidades para ampliar a rede de conhecimentos.
Por sinal, até mesmo nos países de primeiro mundo o famoso QI (quem indica) é fundamental. As melhores escolas de administração incentivam os clubes de ex-alunos, sabe para que? Para criar um time em que um ajuda o outro a trocar de emprego ou a subir dentro de uma corporação. Ao ampliar o número de amigos e colegas, as chances de conseguir emprego aumentam radicalmente.
Quem ainda está empregado deve se preparar também. Nesses tempos em que muito poucos têm estabilidade no emprego, é interessante gerar renda de fontes passivas, isto é, que não exigem um emprego formal do tipo em que você precisa chegar às 9h e sair às 18h. O segredo é criar múltiplas fontes de renda.
Um exemplo seria escrever um livro sobre um assunto de sua especialidade. Contando com uma editora eficiente e honesta, seus direitos autorais funcionarão como um interessante complemento de renda. Na mesma linha, criar um programa de computador pode gerar receitas por um longo período. Você pode até se associar a alguns colegas que cuidarão da venda ou da manutenção do sistema.
Não está na sua área? Não tem problema. Pense, então, num produto mais simples que você saiba fazer bem feito: uma receita de sua avó para um doce, uma bijuteria ou roupa diferente. Enfim, a idéia é produzir algo que possa gerar vendas até quando você está dormindo ou trabalhando em seu emprego atual. Sim, vai dar um grande trabalho para criar e implementar, mas depois vai gerar um fluxo de caixa contínuo e com pouco esforço. Será uma renda extra para complementar seu salário ou para lhe garantir a sobrevivência num eventual desemprego.
No mesmo sentido, montar uma carteira de pequenos imóveis para gerar renda de aluguel costuma oferecer muita tranqüilidade financeira. Comprar imóveis velhos, implementar pequenas reformas e revendê-los pode significar um substancial aumento em seu patrimônio; e tudo pode ser supervisionado durante os momentos de folga.
Ações também são interessantes fontes de renda passiva. Algumas empresas brasileiras chegam a oferecer rendimento superior a 10% ao ano só em dividendos: renda limpa, sem impostos. Quem se ocupar algumas poucas horas por ano garimpando ações que gerem bons dividendos pode dormir com menos preocupações. Mesmo durante as fortes baixas no Ibovespa, essas ações costumam cair menos; se, no extremo, também afundarem, você terá a oportunidade de comprá-las barato, incrementando o dividend yield , isto é, o rendimento percentual dos dividendos.
O importante é não se deixar acomodar. Mãos à obra!
O LEITOR PERGUNTA
Investi no Tesouro Direto em junho e o rendimento acabou sendo bem superior a minha expectativa. Tenho observado que os títulos com longos vencimentos estão rendendo mais. Eles são os mais quentes?
Sim, títulos públicos com longos prazos são os mais quentes, tanto na hora da subida quanto na hora da queda; eles são mais instáveis. O ano de 2003 foi muito favorável ao Brasil, daí seu ganho extra. Entretanto, em momentos de depressão no mercado, você pode ter prejuízos se estiver especulando com prazos. Confirmo minha preferência em casar objetivos financeiros com prazos. Por exemplo: trocar de carro no ano que vem, títulos de um ano; aposentadoria, títulos de vinte anos de prazo. E deixe de ficar conferindo o valor de mercado de sua carteira. Essa informação será de pouca utilidade. E o pior: pode acabar levando-o a decisões precipitadas.
coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de MAURO HALFELD, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno de Economia.
posted by Eduardo Pereira at 10:31
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 24 de março de 2004, caderno Ilustrada.
NOVA TENDÊNCIA
Ídolo no Palmeiras dos anos 60 e 70, o ex-armador da seleção Ademir da Guia resolveu seguir a tendência de ex-jogadores e abrir uma empresa de marketing esportivo. Pelé e os tetracampeões Bebeto e Jorginho também investem nessa área.
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 24 de março de 2004, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 09:24
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno opinião.
FRUTOS DO AGRONEGÓCIO
O agronegócio, uma atividade que comporta elevados riscos, pois depende de condições climáticas para obter bons resultados, tem respondido com eficiência no Brasil às principais políticas públicas que visam a apoiá-lo. São os casos da reestruturação das dívidas do setor, do Moderfrota (Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas, Implementos Associados e Colheitadeiras) e das pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias).
Entre 1990 e 2003, a expansão das áreas plantadas no país foi de 23,3%, em detrimento de áreas de pastagens. No entanto, os ganhos de escala, a diversificação de culturas e o avanço tecnológico permitiram um crescimento da produtividade de 125% na agropecuária, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Com isso, o país vai se transformando num grande produtor e exportador mundial de alimentos. Em 2004, devem-se colher 130 milhões de toneladas de grãos, 5,9% acima da safra de 2003. O agronegócio já responde por 33,8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, 37% do emprego e 44% das exportações. O setor tem apresentado superávit comercial crescente, acima de US$ 25 bilhões, sob a liderança do complexo soja. As exportações do agronegócio aproveitam os aumentos de preços nos mercados internacionais, possibilitando uma elevação da renda setorial.
Todavia, o setor ainda sofre com as precariedades da infra-estrutura, sobretudo em transporte e armazenagem. No caso da soja, por exemplo, enquanto o produto americano era comercializado a US$ 1.056,10, a mesma quantidade brasileira recebia US$ 935,75 por ineficiência na estrutura logística de exportação.
Nesse sentido, há muito a fazer, desde a melhoria das estradas à modernização de portos. Será preciso também enfrentar a questão da saída para o Pacífico, onde se encontram grandes mercados, como a China, que comprou US$ 2 bilhões de soja brasileira em 2003.
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 09:12
coluna INFORME ECONÔMICO, de Cezar Faccioli, publicada no JORNAL DO BRASIL, no dia 26 de março de 2004.
Blindagem jurídica
O Unibanco reforçou seus esquemas de apoio jurídico. Teme que a defesa judicial do Banco Central tenha se enfraquecido com a onda de aposentadorias e a concessão crescente de liminares em favor de ex-donos de bancos liquidados.
O pleito dos antigos controladores do Nacional contra o BC e o Unibanco, por divergências na precificação de ativos na época da intervenção que permitiu a compra, chega a R$ 4 bilhões
coluna INFORME ECONÔMICO, de Cezar Faccioli, publicada no JORNAL DO BRASIL, no dia 26 de março de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 08:43
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 25 de março de 2004.
VOLUNTARIADO BEM RECONHECIDO
O Banco Mundial anunciou nesta quinta-feira a flexibilização das regras de desembolso de recursos para programa sociais brasileiros, para acelerar os projetos em andamento. Assim, o Brasil será o primeiro país desobrigado de colocar no seu orçamento a contrapartida dos recursos disponibilizados pelo Bird. Pelas novas regras, o Brasil vai poder desembolsar até junho deste ano US$ 2 bilhões de uma verba de que só utilizou US$ 600 milhões.
O Banco Mundial vai financiar, a juros baixos e prazos, projetos ou programas sociais tocados no Brasil, não só pelos governos, mas também por pessoas, famílias, empresas e organizações não governamentais, engajadas no movimento do voluntariado.
Essa corrente de solidariedade humana em favor de famílias pobres e de comunidades carentes já mobiliza mais de 20 milhões de voluntários em todo o País. Como nós temos perto de 60 milhões de pobres e muito pobres, a relação hoje é de um voluntário para três carentes, E isso, realmente, causa admiração e respeito em todo o mundo.
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 25 de março de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 08:42
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno Ilustrada.
GREGO
Novo escândalo no mundo envolvendo a italiana TIM: a empresa, com a grega OTE, foi acusada formalmente por procuradores de ter fraudado o leilão em que foi obtida a licença de exploração de telefonia móvel na Bulgária. De acordo com a publicação grega "Kathimerini", as acusações eram tão graves, envolvendo fraude e lavagem de dinheiro, que os procuradores mantiveram a decisão em segredo até que acabassem as eleições no país.
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 08:37
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno Ilustrada.
MULHER FEIA
O economista Luiz Gonzaga Belluzzo almoçou anteontem em Brasília com o ministro Antonio Palocci Filho, da Fazenda. Belluzzo é um dos maiores críticos da política econômica do governo e estava em Brasília para um seminário do PMDB -aquele que resultou em nota do partido ameaçando desembarcar do governo petista caso a política econômica não mude.
Belluzzo repetiu a Palocci tudo o que disse na palestra, e ainda aconselhou: "Livre-se logo do FMI". Entre outras razões, disse o economista, "você deixaria de ter que beijar aquela mulher feia que eles mandam para cá", referindo-se a Anne Krueger, vice-diretora-gerente do fundo. Palocci riu.
APOSTA
A interlocutores, Palocci tem demonstrado que aceita mudar a política econômica, mas devagar, bem devagar.
Poderia começar mexendo na carga tributária.
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 08:37
Domingo, Fevereiro 29, 2004
ok
posted by Eduardo Pereira at 15:36
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
PS. Se dirigir não beba, se beber não dirija!
Aproveitem bastante, um excelente carnaval!
posted by Eduardo Pereira at 06:42
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
Música fúnebre
Para enfrentar piratas e queda de 18% na venda de discos, as fábricas mandaram aos lojistas, ontem, a nova tabela de preços. O CD ficou 10% mais caro.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal ¿O Globo¿, Rio, no dia 05 de fevereiro de 2004, caderno ¿Segundo Caderno¿.
posted by Eduardo Pereira at 21:39
Marketing da folia
Veja como o carnaval se transformou num big business.
José Pessoa de Queiroz Bisneto, dono de 3% de tudo que se produz de açúcar e álcool em solo brasileiro, está investindo cerca de R$ 2 milhões no Salgueiro, cujo enredo em 2004 é a importância econômica da cana.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal ¿O Globo¿, Rio, no dia 05 de fevereiro de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 21:35
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
Pagou as contas
Veja para onde foi boa parte do dinheiro do 13.
A Fecomércio-RJ fez pesquisa com 3.146 moradores do Rio e constatou que diminuiu de 21,6%, em novembro, para 15,9%, em dezembro, a quantidade de gente com alguma conta em atraso.
Aliás...
A pesquisa mostra que quem ganha até 20 mínimos e está com grana curta atrasa o pagamento da luz, do gás e do telefone.
Mas quem ganha mais de 20 salários-mínimos prefere dar calote nas escolas. Talvez isso explique a quantidade de colégios fechando as portas.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal ¿O Globo¿, Rio, no dia 14 de janeiro de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 20:54
Nacional
José Eduardo Dutra, presidente da Petrobrás, anuncia nos próximos dias o lançamento de um grande programa para substituir o combustível dos ônibus que circulam no país.
A estatal oferecerá contratos garantidos de, no mínimo, 10 anos para fornecer gás natural às frotas.
O novo combustível, menos poluente e abundante no país, custará pouco mais da metade de seu equivalente em diesel.
O impacto dessa economia poderá reduzir o preço das passagens em até 18%.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no ¿Jornal do Brasil¿, Rio, no dia 15 de janeiro de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 19:50
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
Cesta básica...
O deputado Antônio Cambraia (PSDB-CE), relator da Comissão de Tributação e Finanças da Câmara, incluiu lavadoras de roupa automáticas e ventiladores de mesa no projeto de cesta básica de eletrodomésticos, que prevê a comercialização desses produtos com imposto menor.
...de eletrodomésticos
A idéia para inclusão dos produtos foi feita pela Eletros (associação de fabricantes de eletroeletrônicos). Segundo Paulo Saab, muitas donas-de-casa manifestaram em pesquisa o desejo de adquirir os produtos.
coluna PAINEL S.A., publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, no dia 13 de janeiro de 2004, caderno dinheiro.
posted by Eduardo Pereira at 17:00
Quinta-feira, Janeiro 08, 2004
Quatro rodas
A indústria automobilística divulga hoje o balanço de 2003.
Foram vendidos 1.348.807 automóveis e comerciais leves, com queda de quase 4% em relação a 2002.
A Fiat ficou com 25,3% do mercado, a GM com 24,7%, a Volks com 21,01% e a Ford com 15,3%, embora tenha sido a montadora que mais cresceu no período.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no ¿Jornal do Brasil¿, Rio, no dia 08 de janeiro de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 17:44
Domingo, Janeiro 04, 2004
Acabou no lucro
Começa a vigorar hoje a norma da CVM que obriga as empresas a trocar de auditores a cada cinco anos. A norma não foi por causa do caso Parmalat.
Ela começou a nascer em 1995 quando foi questionada a conduta da KPMG no episódio do Banco Nacional e da Ernest & Young no naufrágio do Econômico.
Por ironia a Price Waterhouse, que fez tudo direitinho, vai terminar cedendo clientes para a... KPMG e a Ernest & Young.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal ¿O Globo¿, Rio, no dia 02 de janeiro de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 21:26
CRÉDITO RESTRITO
O volume das operações de crédito do sistema financeiro brasileiro alcançou R$ 404,9 bilhões em novembro, representando 25,6% do Produto Interno Bruto segundo o Banco Central. Em 1994, a fatia era de 37% do PIB. Os empréstimos concedidos pelos bancos privados totalizaram R$ 239,9 bilhões, com uma expansão de 2,5% no ano. Já os financiamentos dos bancos públicos atingiram R$ 165 bilhões, o que representou aumento de 14,3% no ano.
Como se pode observar, os bancos privados mostraram maior resistência na ampliação da oferta de crédito do que as instituições públicas, entre as quais se destaca o BNDES.
Note-se que desde junho o BC reduziu a taxa de juro básica (Selic) em dez pontos percentuais, o que provocou redução das taxas cobradas pelos bancos, mas de forma aquém da desejada. Em novembro, os juros médios cobrados nos empréstimos para as empresas eram de 32,3% ao ano e, para as pessoas físicas, de 68,2%. Registrou-se também em novembro, pelo terceiro mês consecutivo, uma queda na inadimplência -que ficou em 8,4%, com ênfase nas carteiras de pessoas físicas. A antecipação do 13º salário parece ter ajudado na quitação de dívidas e nas compras a crédito de veículos e de bens de consumo.
A despeito, porém, da queda da taxa de juros básica e da inadimplência, os "spreads" bancários (a diferença entre o custo de captação e o de empréstimo dos bancos) permaneceram praticamente imutáveis: em torno de 14,4 pontos percentuais ao ano para crédito às empresas e 54 pontos para crédito às pessoas físicas. Em novembro, a taxa Selic recuou 1,5 ponto percentual, mas o "spread" médio ficou estável, tendo passado de 30,5 pontos percentuais em outubro para 30,4 pontos.
Esses dados evidenciam que os bancos procuram manter as altas margens nas operações de crédito. Os elevados "spreads" são uma distorção persistente no Brasil, que desfavorece a recuperação do consumo, da produção e do emprego, devendo merecer maior atenção das autoridades econômicas.
coluna EDITORIAL, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, no dia 24 de dezembro de 2003, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 21:05
Terça-feira, Outubro 14, 2003
"Estaria disposto a entender a economia se me convencessem de que alguém entende."
(Luis Fernando Veríssimo)
posted by Eduardo Pereira at 17:31
Sábado, Agosto 02, 2003
Tenho encontrado taxas de juros de menos de 1% ao mês no financiamento de automóveis novos. Seria uma boa oportunidade para trocar de carro?
Cuidado! Algumas montadoras aumentam o preço da tabela e depois dão um "subsídio" nos juros. Eles podem, aparentemente, ser baixos porque foi adicionada "gordura" nos preços à vista. Insista para obter um desconto no pagamento à vista. Talvez o vendedor ceda e aí você vai perceber, claramente, que se trata mais de uma estratégia comercial e, não tanto, de uma grande oportunidade ao consumidor.
O Globo, Rio, 28 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 21:28
"O governo Lula garante crescimento sem foguetório. Por enquanto, vamos de foguetório sem crescimento."
JOSÉ LUIS BIANCHI, empresário
Chegou o RG do boi
Em matéria de pecuária de corte, o Brasil pode ser definido hoje como um país que tem gente que nunca viu bife para um rebanho ao deus-dará que tem boi que nunca viu gente. A exclusão da carne bovina na dieta alimentar da semana ainda é de seis brasileiros em cada dez. E o rebanho nacional já ultrapassa 175 milhões de cabeças. Exatamente um boi para cada habitante. Cadê o meu?
Quem conta bois, vacas e rebentos nos pastos e nos currais? A prospecção por sensoriamento remoto via satélite. A mesma que sabe contar quantas sacas de café estamos colhendo neste ano-safra ou quantos hectares de terra estão cobertos de soja ou de milho.
***
A idéia de bois espionados do céu faz o sinal dos tempos. Já temos bois rastreados e bois não-rastreados nas raias do mercado. Os primeiros têm passaporte visado para as mesas da União Européia.
***
Desde o dia 15, o Ministério da Agricultura só carimba certificado sanitário para animais registrados no estreante Sistema de Identificação e Certificação de Origem Bovina ¿ que atende pela doce sigla Sisbov, mais chegada a herói de videogame.
***
A rastreabilidade do gado bovino tornou-se exigência com data marcada para todos os países que disputam o obeso mercado da União Européia. Países ainda não de todo refeitos do trauma cinematográfico da vaca louca, a deles. Com vocação para principal fornecedor dos europeus e já na condição de maior exportador do mundo, o Brasil cuidou rapidinho de fazer essa lição de casa.
***
Já apelidada de RG do Boi, a rastreabilidade do rebanho ainda está na primeira infância. Mas já responde pela instalação de 19 empresas certificadoras para esse que tende a ser um mercado cativo de meio bilhão de reais. A certificação tornou-se obrigatória. Os exportadores foram os primeiros a buscar o registro no Sisbov. Para as vendas externas, em 2003, estamos abatendo 5,2 milhões de cabeças.
***
O serviço patina nesta decolagem por obra da acomodação da maioria dos criadores abaixo de mil cabeças. Eles ainda enxergam no certificado de rastreabilidade uma frescura européia que se traduz por uma nova despesa. Bem ao contrário, trata-se de investimento reprodutivo. No mercado interno, semana passada, a cotação da arroba do rastreado estava acima da cotação do não-rastreado.
***
O certo é que não há futuro para rebanhos fora do Sisbov. A moda vai pegar também entre os consumidores brasileiros, cada vez mais informados e mais exigentes. A ¿cultura da rotulagem¿ aproxima-se dos bois no pasto num Brasil que acaba de iniciar a busca, pela Fapesp, do genoma do boi. No caso, um zebuíno da raça Nelore. Uma corrida contra o genoma do boi americano. O nosso, com dotação de US$ 3 milhões. O deles, US$ 50 milhões.
BIOECONOMIA: As possibilidades do melhoramento genético do maior criatório tropical do planeta são imensas neste século da bioeconomia, servida pela infoeconomia. Já avançamos um bocado na pecuária seletiva. Em especial, nas biotecnologias reprodutivas da inseminação artificial, da fertilização in vitro e da transferência de embriões.
A CÉU ABERTO: As novas biotecnologias começam a encher a bola da depuração genética também da pecuária extensiva. Com a competente ajuda da bioquímica no controle sanitário dos rebanhos a céu aberto. Sob o guarda-chuva dos laboratórios, o boi de capim acabará tirando mercado externo do boi de ração.
CAPIMBRÁS: Com o genoma do boi zebuíno na mão, em futuro próximo, a pecuária tropical exibirá grandes avanços de qualidade na produção e no produto. Ou como diz Nelson Rafael Pineda, diretor de Informática da ABCZ: ¿A proteína vermelha do futuro, em meio mundo, será quase toda ela made in Brazil.¿
O Globo, Rio, 29 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 21:00
¿A economia de mercado pode errar. A economia de comando, não.¿
KARL MANNHEIM (1893-1947), sociólogo alemão
Que governo é esse?
O que estariam bradando os economistas do PT se um governo Serra tivesse renovado o acordo com o FMI, propondo-se buscar um superávit primário de 4,25%, acima dos 3,75% do governo FHC? Pior: e se esse mesmo governo Serra, mais católico que o papa, tivesse virado o primeiro semestre com superávit primário de 5,41%?
O que estariam vociferando os militantes do PT se um governo Serra estivesse colhendo nestes primeiros sete meses de trono um desemprego recorde de 13%, uma perda anual igualmente recorde de 14% da renda familiar, um crédito bancário de apenas 24,7% do PIB, um crescimento zero do PIB por habitante, um setor industrial com a maior capacidade sem uso em dez anos e com os investimentos gerais em formação bruta de capital fixo abaixo de 14% do PIB, menor aposta desde 1963, duros tempos de Jango?
***
O que estariam discursando os ideólogos do PT se um governo Serra, nesta altura do calendário, estivesse contabilizando para 2003 um dispêndio de R$ 150 bilhões só com os juros da dívida do Tesouro Nacional, inflacionados desde fevereiro pela caneta do Banco Central? Quer dizer: a massa de juros está convertendo um superávit primário anoréxico de 5,14% do PIB em um déficit nominal de 4,37% ¿ a ser coberto pela dilatação de uma dívida pública bruta já da ordem de R$ 856 bilhões. Rolada a risco e a juros de risco.
***
Bem, para a raivosa oposição salvacionista made in PT de nada valeria um governo Serra descarregar toda a culpa na ¿herança maldita¿ da Era FHC para justificar a manutenção dessa ¿capitulação incondicional ao modelo capinanceiro¿ ¿ que asfixia a economia, esgarça a soberania e estiola a cidadania.
***
Ora, não se está defendendo aqui políticas permissivas nos campos minados da estabilidade monetária e da austeridade fiscal. O que esta coluna diária deplora, há anos, é a ditadura de um equívoco de base acadêmica que não tem vacilado, de Sarney a Lula, transitando por Collor, Itamar e FHC, em vender à sociedade brasileira, sem discernimento, o falso dilema recessão ou inflação.
***
Que o diga esta última Ata do Copom, divulgada anteontem. A autoridade monetária insiste em proclamar que não há saída fora do arrocho monetário (no rodapé do garrote tributário). Ou seja: reduzir os juros equivale a elevar os preços. Incluídos os juros mais altos do mundo nos terminais de consumo (com punhaladas de até 330% ao ano no crédito mui fácil das financeiras).
***
O que se questiona aqui não é o monitoramento bancário nem o saneamento fiscal. E, sim, a overdose do arrocho no primeiro e, já agora, a overdose do garrote no segundo. Pois até o asfalto esburacado de nossas estradas e avenidas sabe que a diferença entre um remédio duro e um veneno puro não passa de uma simples questão de dosagem. Ou de imperícia nessa dosagem.
CABISBAIXOS: Sondagem da FGV junto a 1.190 empresas do setor industrial revela que o medo volta a cravar empate técnico com a esperança. Para 27%, a situação vai melhorar ainda este ano. Para 32%, a coisa vai piorar. Para 41%, tudo vai ficar como está para ver como é que fica. É o resultado mais jururu desde julho de 1995.
DESENCANTO: Analistas da FGV entendem que o governo Lula ficou bem acima das expectativas da indústria, até abril. Mas, com o soar da fanfarra do ¿espetáculo de crescimento¿, tem-se uma cobrança precoce da retomada que não houve. Se é que a biruta vai virar ainda este ano.
MÃOS À OBRA: Pelo sim, pelo não, grandes redes do varejo, no pára-choque do mercado interno, deram de antecipar descontos e liquidações - zerando juros em até seis prestações. O diabo é que, quando os preços sobem, é inflação; quando os mesmos preços baixam, é promoção.
O Globo, Rio, 02 de agosto de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 20:47
Imóveis na rede
Segundo a construtora e incorporadora Gafisa, uma das grandonas do eixo Rio-SP, levar uma pessoa ao site da empresa custa 30 vezes menos do que levá-la a um estande. A empresa resolveu, então, investir R$ 1 milhão por ano, desde o ano passado, em vendas on line. Resultado: as vendas eletrônicas que representavam 10% do faturamento em 2001 respondem atualmente por 27% do faturamento.
Valor Econômico, 23 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 20:07
Imóveis na rede
Segundo a construtora e incorporadora Gafisa, uma das grandonas do eixo Rio-SP, levar uma pessoa ao site da empresa custa 30 vezes menos do que levá-la a um estande. A empresa resolveu, então, investir R$ 1 milhão por ano, desde o ano passado, em vendas on line. Resultado: as vendas eletrônicas que representavam 10% do faturamento em 2001 respondem atualmente por 27% do faturamento.
Valor Econômico, 23 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 20:07
Imóveis na rede
Segundo a construtora e incorporadora Gafisa, uma das grandonas do eixo Rio-SP, levar uma pessoa ao site da empresa custa 30 vezes menos do que levá-la a um estande. A empresa resolveu, então, investir R$ 1 milhão por ano, desde o ano passado, em vendas on line. Resultado: as vendas eletrônicas que representavam 10% do faturamento em 2001 respondem atualmente por 27% do faturamento.
Valor Econômico, 23 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 20:06
Sábado, Julho 26, 2003
Conselho
Com a pressa do governo em votar os relatórios das reformas tributária e previdenciária, deputados petistas pedem que Lula ouça a si mesmo: ''Apressado come cru.''
Jornal do Brasil, Rio, 24 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de RICARDO BOECHAT.
posted by Eduardo Pereira at 16:16
Sexta-feira, Julho 25, 2003
Tecnicamente? Escreve o jornalista Rui Nogueira, na revista Primeira Leitura (julho): "Na manutenção da Selic, em maio, o que se viu foi o paradoxo do paradoxo. Porque dependente do poder político, sim, o Banco Central arriscou decidir contra o óbvio para demonstrar independência. Tal independência forçada em vez de fazê-lo decidir sob critérios técnicos, levou-o a decidir sob o clamor político, porém invertendo seus sinais."
***
E cá estamos, outra vez, com aviso prévio e com o coração na mão, aguardando para amanhã a magna tesoura do Copom: um corte de pelo menos 1 ponto percentual na Selic de 26%. Véspera de decisão do Copom coloca seis milhões de agentes econômicos travados em suas decisões e 174 milhões de cidadãos brasileiros perdidos em suas escolhas.
Não é para menos. Marcar data para mexer em juros, tal como no governo discute-se publicamente sobre câmbio, constitui um exercício de imprudência vendido como atributo de transparência. O mercado necessariamente especulativo diverte-se muito com isso. E a atividade econômica, sem alternativa, encolhe-se feito caramujo na praia. A paralisia defensiva dos negócios já desarticulados, desde a semana passada, tem a ver com esse ritual do Copom do Bacen brasileiro, importado do Fomc do Fed americano.
***
Pior: os analistas financeiros não mais se contentam com a decisão do Copom com data marcada. A ordem agora é aguardar a Ata da reunião ¿ o arrazoado técnico da decisão. Tentativa de enxergar sinais oblíquos nas entrelinhas da Ata. Se assim é, por que não escrever e publicar a Ata no dia seguinte e não na semana seguinte? Não raro, um mero parecer sobre o óbvio.
***
Corre-se o risco de que algum evento interno ou externo, entre a reunião (de três dias) e a publicação da Ata (na semana seguinte), venha a caducar as pistas ou as dicas da própria. Única certeza: para a costura política do ¿espetáculo de crescimento¿, a mexida da Selic na base pouco significa sem o realinhamento pactuado dos juros na ponta do crédito bancário.
***
Tem-se aí um fenômeno botocudo: quando a Selic sobe, os juros para produção e consumo sobem logo em seguida. Certo? Mas, quando a Selic baixa, os juros de bancos e de lojas precisam de pelo menos 90 dias para o realinhamento em declive. Freud explica? Nem Friedman.
COMPULSÓRIOS: Presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, lembra que a redução do custo do dinheiro de aluguel tem de correr com dois cavalos no mesmo páreo: redução dos juros e ampliação dos prazos, com oferta maior de crédito. Ou seja: com redução dos compulsórios exagerados e das vinculações ociosas.
ENCALHADOS: A autoridade monetária descarta a hipótese de redução dos recolhimentos compulsórios (de 60% dos depósitos à vista) sob alegação de que os bancos têm nas prateleiras R$ 52 bilhões parados, sem tomadores. Falta repensar: esse encalhe é fruto do excesso de liquidez ou do excesso de juros e de garantias?
CONFISCADOS: Crédito curto e caro desvia a poupança financeira do setor privado produtivo para o setor público improdutivo. Além de financiar-se com sobras, o governo seqüestra 49,5% do spread bancário sob a forma de cunha fiscal oculta. Ou envergonhada.
O Globo, Rio, 22 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 07:14
...PAZ...
OCUPAÇÃO PRIVATIZADA
De acordo com reportagem publicada ontem pela Folha, o governo dos Estados Unidos deverá anunciar, nos próximos dias, o nome da empresa que assumirá a tarefa de estruturar e gerir a economia do Iraque. A ela caberá emitir moeda, organizar o sistema bancário, vender estatais e estabelecer taxas de juros, entre outras atribuições.
Dez companhias participam da licitação, cujo valor é estimado em US$ 200 milhões. Em concorrência anterior, para obras de infra-estrutura no território iraquiano, um grupo da Califórnia fechou contrato de aproximadamente US$ 680 milhões.
O loteamento do Iraque pós-Saddam Hussein entre empresas -majoritariamente norte-americanas e, em vários casos, contribuintes da campanha presidencial de George W. Bush- vem somar-se à privatização de segmentos da operação militar propriamente dita.
Na semana passada, o Pentágono anunciou que pretende contratar forças de segurança privadas para proteger edifícios e instalações, liberando os soldados para melhor enfrentar a resistência. Texto publicado na segunda-feira pelo "New York Times" mostra que essa providência, longe de inovar, apenas acrescenta um dado ao processo de "terceirização" de serviços militares.
Segundo o especialista que assina o artigo, para cada dez soldados estacionados no Iraque há um funcionário de empresa militar privada, "versão contemporânea dos antigos mercenários". Na Guerra do Golfo, a proporção era de cem para um.
Estudiosos alertam para a carência de leis que regulamentem a atuação dessa atividade. A Halliburton, que já empregou o vice-presidente Dick Cheney, é hoje a principal responsável pela logística dos deslocamentos das tropas em território iraquiano.
O Iraque, como se vê, serve de laboratório não apenas para as "ações preventivas" da doutrina Bush como também para o privatismo radical defendido pelos neoconservadores no poder em Washington.
Folha de São Paulo, 23 de julho de 2003, caderno opinião, coluna EDITORIAL.
posted by Eduardo Pereira at 07:13
Quinta-feira, Julho 24, 2003
Só reforma não resolverá
Para o vice-presidente de Investimentos da Sul América, Walter Mundell, as reformas serão insuficientes para a retomada do crescimento da economia. "A tributária não desonera a produção nem aumenta a oferta de empregos. A da Previdência não cria poupança de longo prazo para financiar a produção e fomentar o mercado de capitais.
Valor Econômico, 04 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.silvana.quaglio@valor.com.br
posted by Eduardo Pereira at 02:49
Quarta-feira, Julho 23, 2003
O Globo, Rio, 04 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
¿Sempre que agredidos pelo Fisco, os contribuintes não se defendem. Eles apenas se vingam. Ou seja, deixam de recolher o que devem.¿
MÁRIO HENRIQUE SIMONSEN (1935-1997), economista
O rapa-metade
Aprendi nos textos de economistas e sociólogos de colorações diversas, da categoria de um Hayek, de um Gudin, de um Myrdal, de um Simonsen, de um Tobin, de um Harbeler, de um Mannheim ou de um Stuart Mill, que o tamanho da carga fiscal tem de ser sopesado e legitimado pela qualidade de seu retorno social. Desde, claro, que a extração tributária não ultrapasse a capacidade contributiva da economia e da sociedade.
Sendo assim, o primeiro desafio do Estado coletor está em dimensionar o teto da capacidade contributiva ¿ que deve levar em conta a economia como um todo, cada setor dentro dela, cada empresa dentro do setor, cada produto dentro da empresa. Quando esse critério é desprezado pela fúria uterina do Fisco, a contribuição equivalente à sobrecarga simplesmente não se dá.
***
Como já ponderava Simonsen, o contribuinte esfolado refugia-se na sonegação e/ou na informalidade. Os mais dotados embarcam nas rotas de fuga do moral hazard da elisão juridicamente calçada e da evasão tecnicamente gabaritada. Não por caso é do Brasil a matriz dos maiores escritórios de advocacia tributária do mundo.
***
Por uma simples e boa razão, aqui 500 vezes já comentada. O teto de nossa capacidade contributiva em bloco estaria hoje ao redor de 24% do PIB, segundo modelo construído pelo econometrista Vito Tanzi, do FMI. Ocorre que a carga efetiva, em recolhimento aparente, já está acima de 36% do PIB, com viés reformista para 39% ou 41%.
***
Eis que o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) veio a campo, esta semana, para um aviso aos navegantes e tripulantes do garrote confiscalista. Seguinte: se computada a evaporação fiscal presumida, a sobrecarga brasileira já estará em exatos 51,5% do PIB. Presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral suspira fundo: ¿Dessa magnitude seria a arrecadação total se todo mundo estivesse pagando todos os impostos e encargos devidos. E sem atraso.¿
***
No estudo, a sonegação dá carona à inadimplência. Ano passado, o Fisco capturou R$ 481,7 bilhões, a sonegação desviou R$ 145,5 bilhões e a inadimplência (atraso acima de um ano) reteve outros R$ 81,2 bilhões. Logo, a carga efetiva teria somado R$ 708,4 bilhões para um PIB de R$ 1,321 trilhão. Faça as contas.
***
O detalhe: no cálculo do PIB, o IBGE inclui com peso de até 30% a economia informal. Logo, está-se falando de uma extração fiscal de R$ 481,7 bilhões (acrescida de uma inadimplência assumida de R$ 81,2 bilhões), no lombo de uma economia formal de R$ 950 bilhões.
***
Sim, os formais e pontuais trabalham e produzem pelo menos o equivalente de janeiro a maio sem ficar com um centavo no bolso ou no caixa. O Estado brasileiro rapa-lhes tudo.
CONTEÚDO: Se o tamanho da carga tributária é asinino, o conteúdo dela é uma tragédia. Cerca de 70% da carga tem como lastro os impostos indiretos amoitados nos preços finais, tratando igualmente os desiguais. Raiz e matriz da renda social mais concentrada do mundo, não sendo do Brasil o capitalismo mais selvagem do planeta.
ESTELIONATO: Pior: uma carga fiscal de padrão escandinavo com retorno social de padrão nigeriano. Estelionato tributário que tem levado a classe média brasileira, sem opção e sem renda, a privatizar a saúde pública, a educação pública, o transporte público, a previdência pública, a segurança pública...
ATÉ QUANDO? A Trevisan Consultores entra no debate com o seguinte exercício: na privatização forçada dos serviços públicos que lhe são sonegados pelo Estado brasileiro, a sociedade desembolsa R$ 62 bilhões. O equivalente a uma bitributação adicional de 65% do PIB. Então, a conta do IBPT subiria para 57% do PIB.
posted by Eduardo Pereira at 06:43
Segunda-feira, Julho 21, 2003
... E na hora de redução de custos o que é cortado são colaboradores e isso não é só para Light...
Queixa
Segundo membros do Sindicato dos Urbanitários, a crise da Light está além dos gatos e da inadimplência. A mordomia também custa caro. Citam como exemplo, que diretores estrangeiros têm carro, motorista, escola para os filhos e muitos moram de frente para o mar, tudo pago pela empresa. Mais: dos quase 30 superintendentes brasileiros, todos têm um Honda Civic à disposição.
Jornal do Brasil, Rio, 21 de julho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
mpeltier@jb.com.br
posted by Eduardo Pereira at 20:31
Crise relativa
O mercado de luxo continua aquecido. A Coelho da Fonseca vendeu em três meses 60% de um prédio de alto padrão em São Paulo, com preço médio de R$ 2 milhões por unidade.
Valor Econômico, 21 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 20:30
Domingo, Julho 20, 2003
O Globo, Rio, 18 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
¿A civilização humana fugiu do sol e ao sol há de voltar. A ciência vai sanear os trópicos da praga e da doença¿
HERMAN KAHN (1917-1979), futurólogo americano
Crescimento miraculoso
Parece milagre, sim. Sem crédito suficiente, sem seguro adequado, sem refresco tributário, sem logística integrada, sem política agrícola, sem reforma agrária, sem prestígio na mídia e sem tolerância externa, a economia rural brasileira realiza, há 13 anos, por sua própria conta e risco, um espetáculo de crescimento verdadeiro. Sem alarde, sem promessa, sem trio elétrico.
A tal ponto que americanos e europeus, donos da fartura universal, sentados sobre estoques subsidiados e encalhados, não mais escondem seus calafrios diante do despertar do gigante ainda deitado em tão esplêndido berço. Eles imaginavam, até outro dia, que o Brasil sem juízo prosseguiria refestelado, por tempo indeterminado, em sua modorra tropical ¿ um país rico de recursos e pobre de riquezas.
***
De fato, por décadas a fio, a economia rural brasileira teimou em destilar indicadores de baixa eficiência, padrão Jeca Tatu. Algo parecido, tanto nas lavouras como nos rebanhos, com menos de um terço da produtividade média dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. O bom desempenho por propriedade ou por produto fazia a exceção e não a regra. Os aumentos da produção resultavam menos dos ganhos de produtividade no espaço já ocupado e mais da dilatação voluntarista da fronteira agrícola, supostamente interminável.
***
A própria Embrapa, estatal de excelência no front da pesquisa e da experimentação de campo, ainda não fazia a diferença. A mesma Embrapa que, aqui em 2003, coberta de respeito público, teve a luz e o telefone cortados por falta de pagamento. Ou por falta de orçamento. O general prefere poupar munição no auge da batalha.
***
A biruta virou nos anos 90. Ainda na raça e no grito ¿ incluída a própria Embrapa, plantada em 1973 ¿ o Brasil verde de esperança deu de fazer aposta de alto risco contra os caprichos do clima, os cochilos do governo e os azares do mercado. Com ou sem trocas de moedas, com ou sem bandas cambiais, com ou sem crises globais, com ou sem guinadas políticas, com ou sem desvãos do PIB, com ou sem soluços do IPA...
***
Resultado: do ano-safra 1990/91 a este ano-safra 2002/03 a expansão da área de cultivo dos grãos contentou-se com 15%, cobrindo hoje 44 milhões de hectares. Mas, sobre ela, a produção cresceu nada menos de 108%. Logo, com aumento de 81% da produtividade por hectare trabalhado. No algodão, que era cultura em extinção, o torque foi de 1,1 tonelada, lá na largada para 2,7 toneladas, aqui na chegada.
***
Com o agregado das lavouras de inverno (segundo pavimento do território tropical), vamos fechar 2002/03 com o recorde histórico de 120 milhões de toneladas. Ou 24% maior que a safra recorde anterior. Realmente, é de dar medo. Lá fora.
NO SUSTO: Em tom de alerta geral, o Relatório Mundial de Commodities 2002/203, divulgado pela Unctad/ONU, semana passada, não deixa por menos: em mais dez anos-safra, o Brasil ultrapassará os Estados Unidos, irreversivelmente, como o maior produtor mundial de alimentos. Com ou sem o desmanche pactuado do protecionismo agrícola de americanos, europeus e asiáticos.
NO GRITO: Temos tudo para dobrar o PIB rural a cada seis anos, com expansão anual média de 12%. Claro, com ajuda de São Pedro. E com a reinvenção do crédito rural. Nesta safra, a oferta bancária voltou a encolher em relação ao PIB agrícola. Em termos reais, a safra de grãos cresceu 24%. O crédito, 10%.
NO RISCO: O ministro Roberto Rodrigues já fala em ¿crise da fartura¿ aí pela proa. Se o PIB rural dobrar em seis anos, não haverá como armazenar, preservar e transportar tudo isso. Voltaremos ao assunto.
posted by Eduardo Pereira at 11:11
Sábado, Julho 19, 2003
Teste genético revela origem de vira-latas
Descobrir que raças originaram certos cães vira-latas muitas vezes é tarefa impossível. Mas agora cientistas do respeitado Fred Hutchinson Cancer Center, em Seattle, desenvolvem um teste de DNA que promete revelar os ancestrais de qualquer cachorro, por mais insólita que seja a mistura. Os geneticistas já fizeram o perfil molecular de 18 raças, como o beagle e o buldogue. Garantem eles que a meta é usar o estudo para refinar ferramentas de identificação genética úteis à pesquisa médica e forense. Porém, reconhecem que seu teste seguramente interessará a muitos donos de cães, que alimentam um rico e crescente mercado de produtos para animais de estimação nos EUA. O primeiro teste foi descobrir a nebulosa origem de uma raça surgida há 30 anos chamada Presa Canário. Sabe-se agora que ela descende de mastins e de cães pastores das Ilhas Canárias. O cão doméstico ( Canis familiaris ) surgiu há cerca de 15 mil anos, a partir da domesticação do lobo. Hoje existem cerca de 400 raças caninas, cujas diferenças de tamanho e cor são geneticamente insignificantes.
O Globo, Rio, 14 de julho de 2003, caderno Ciência, coluna Eureka, de Ana Lucia Azevedo.
posted by Eduardo Pereira at 14:56
Efeito dólar
O preço da farinha de trigo caiu 37,5% de setembro até agora, por conta da desvalorização do dólar. Para o empresário Lawrence Pih, da Moinho Pacífico, ainda pode haver uma queda maior até o do ano, com a entrada de novas safras. "Mas seria preciso que outros custos não aumentassem."
Efeito renda
Apesar da volta dos preços, o consumo da farinha ainda não se recuperou. Segundo pesquisa feita pela Moinho Pacífico no mercado paulista, as vendas de farinha caíram até 20%, enquanto o consumo do pãozinho na Grande São Paulo também diminuiu.
Folha de São Paulo, 14 de julho de 2003, caderno dinheiro, coluna PAINEL S.A.
guilherme.barros@uol.com.br
posted by Eduardo Pereira at 14:54
Sexta-feira, Julho 18, 2003
¿No Brasil, errar é bem mais difícil do que acertar. O chato é que não perdemos a mania de errar¿
GERSON GUELMANN, consultor
O Globo, Rio, 17 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 07:11
Quinta-feira, Julho 17, 2003
Substituto
A Sul América Capitalização aumentou em 45%, nos primeiros quatro meses do ano, as vendas de seu Super Fácil Garantia de Aluguel. O título serve como alternativa ao fiador e ao seguro-fiança nas operações de locações imobiliárias.
Folha de São Paulo, 11 de julho de 2003, caderno dinheiro, coluna PAINEL S.A.
posted by Eduardo Pereira at 07:13
¿Na empresa moderna, o trabalho já virou estudo. Na escola moderna, o estudo já virou trabalho¿
JULIANO BASTIDE, sociólogo
Melhorar é preciso
Em quantidade de matrículas no ensino fundamental, até 14 anos de idade, o Brasil exibiu festejado desempenho na década passada. Em dez anos, a inclusão escolar cresceu de 87% para 97%. Com o grifo da edição 2003 do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da ONU, divulgado esta semana.
O problema está no marca-passo do sistema educacional brasileiro em padrões de qualidade e de produtividade do ensino. Ou do aprendizado. Um desfalque que vai do primário ao superior. Incluído, na ponta, o ensino das ciências. Ou como suspira o professor Oscar Hipólito, pró-reitor acadêmico da Uniban, de São Paulo: para cada um milhão de habitantes, temos apenas 180 cientistas.
***
A Argentina tem mais de 700 e os Estados Unidos, cerca de 3.800.
***
Na semana passada, a Unesco divulgou estudo comparativo de 41 países sobre a capacidade de leitura e apreensão e sobre as habilidades em matemática, física e química da estudantada na faixa de 15 anos. Para o Brasil, o resultado é um vexame. Estamos em 37º lugar. A Coréia do Sul, em 7º. Na liderança, os estudantes da Finlândia, do Canadá e da Nova Zelândia.
***
Nosso consolo está na decepcionante colocação do Chile, em 36º lugar. Ou na discreta posição dos Estados Unidos, em 16º
***
No IDH/ONU, com peso maior na educação formal, o Brasil aparece na 65ª colocação, contra a 43ª do Chile ou a 7ª dos EUA.
***
Os americanos são os maiores investidores do mundo em qualificação continuada de recursos humanos na escola e na empresa. Em plena idade da Economia do Conhecimento (que Peter Drucker prefere enobrecer como Economia da Educação), os Estados Unidos destilam um modelo pedagógico utilitarista e profissionalizante. Uma educação de resultados que tem como corolário uma produção imbatível de patentes por uma parceria sem paralelo do mundo acadêmico com o universo corporativo.
***
Estudos do professor Paul Romer, de Stanford, demonstram que a liderança americana no ranking global de competitividade das nações tem muito a ver com este par de números: 74% das mil maiores empresas, de setores diversos, investem mais de 5% do faturamento em qualificação continuada de seus recursos humanos.
***
Algo como dizer que a empresa virou escola, assim como a escola já havia virado empresa.
***
Projeção do professor Gary Becker veste a mesma camisa do desafio americano da competitividade: por volta de 2010, os investimentos das grandes e médias empresas em capital humano (sem contar a remuneração do trabalho) estarão acima das inversões dessas mesmas empresas em capital físico. Empregos lastreados em conhecimento já respondem por 65% da força nacional do trabalho.
EXCLUSÃO: Eis a questão. Doravante, como nunca antes, a exclusão educacional é sinônimo de exclusão profissional. Logo mais, aqui no Brasil cor de anil, quem não conseguir entender um manual não conseguirá emprego nem de porteiro de fábrica ¿ se é que vai continuar carregando tijolos na construção ao lado.
DISPERSÃO: Se a inclusão no ensino básico já está em 97% da meninada, é bom não perder de vista que de cada cem matriculados no primeiro grau, só 41 conseguem alcançar o segundo. Na Coréia do Sul, emergente de vanguarda, o segundo grau recepciona 86 de cada cem egressos do nível básico.
REVOLUÇÃO: Pobre de recursos naturais e hoje rica de recursos humanos, a Coréia do Sul realizou, nos anos 70, uma revolução pela educação. Antes, nos anos 60, havia executado uma revolução na educação. O Brasil ainda precisa correr com esses dois cavalos no mesmo páreo: revolução na educação e revolução pela educação.
O Globo, Rio, 12 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 07:11
GELADO
A crise bateu no bolso da classe média alta, a ponto de atingir a temporada de inverno de Campos do Jordão. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ficou impressionado com a informação que o dono de um hotel da cidade deu a ele: a ocupação, neste ano, é de 60% dos apartamentos do lugar. No ano passado, era de 100%.
Folha de São Paulo, 15 de julho de 2003, caderno Ilustrada, coluna de MÔNICA BERGAMO.
posted by Eduardo Pereira at 07:07
Bom de palpite
De acordo com relatório do Banco Central, o Banco Schahin tem apresentado alto índice de acerto em suas projeções para a taxa Selic no curto prazo (com horizonte entre três e seis meses). A instituição fica entre as cinco que mais acertam as taxas para o IGP-M e IGP-DI. Então, aí vão as projeções: taxa Selic a 18% no fim do ano; IGP-M em 10% e IGP-DI em 9,9%, em 2003.
Valor Econômico, 15 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
silvana.quaglio@valor.com.br
posted by Eduardo Pereira at 07:07
...sai governo, entra governo...
¿O que todo governo que chega aprende mais rapidamente do governo que sai é a arte de aumentar gastos e impostos¿
EUGÊNIO GUDIN (1886-1986), economista
Retirando o bode
A proposta do governo Lula para a reforma previdenciária foi considerada corajosa. Ou atrevida. Ela arriscou atacar interesses e privilégios do regime mui especial do setor público, curral eleitoral do PT e mercado cativo da CUT. Houve até quem cantasse a caçapa: tamanha ousadia só poderia ser bode russo.
E deu no que já está dando: é bode mesmo. Dono da palavra final e fardado de comissário do povo, o Congresso retira o bode russo da sala e os inquilinos do agitado apartamento param de reclamar da reforma que tenta reduzir o espaço do próprio.
***
Só falta agora o tropeço da carpintaria previdenciária entortar a prancheta da engenharia tributária. Que de reforma, mesmo, só exala a unificação do ICMS e a perenização da CPMF. Ou seja: reforma para promover ajustes na condição do Fisco e não para afrouxar o garrote na garganta da sociedade. Para a classe política, raposa no galinheiro, a partilha do poder fiscal entre União, estados e municípios fala mais alto que o sufoco dos contribuintes fraudados.
***
Sim, fraudados, além de asfixiados. A carga bruta trafega bem acima da capacidade contributiva. Pior: não há o equivalente retorno social daquilo que os pobres também pagam. Bem ao contrário. Com a reforma tributária, a extração fiscal sem anestesia deve crescer de 36% para 39% do PIB (estava abaixo de 24% há dez anos). Nem poderia ser diferente. No setor público a soma das partes vai continuar bem maior que o todo.
***
Reforma tributária? Pois o Senado acaba de aprovar, com ligeireza confiscalista, ao arrepio da reforma, o espalhamento do ISS municipal de 101 para 208 serviços diversos. A recarga do ISS é da ordem de 0,7% do PIB. Entre outras tungadas, ela vai dilatar ainda mais a cunha fiscal de 49,5% amoitada no crédito bancário. Ou metade da taxa final. O governo é o maior sócio (sem trabalho e sem risco) do crédito mais curto e mais caro do mundo.
***
E o que dizer da introdução do mesmo ISS no fígado dos serviços médicos? Sim, no momento em que se articula a redução do IPI e até do ICMS para os automóveis, pespega-se o ISS na coleta de sangue, na análise clínica, na assistência médica. Sem contar a carga geral de até 29% nos remédios da farmácia da esquina. A Saúde supérflua que trate de chorar no ombro da Educação supérflua. Esta igualmente alcançada pelos caninos do ISS.
***
Parece provocação. Enquanto esvazia a reforma previdenciária, que tem a ver com a redução da despesa, a classe política robustece a reforma tributária, que tem a ver com o aumento da receita. Ou seja: sai governo neoliberal, entra governo neo-estatal, o Estado brasileiro continua com a mão enluvada bem maior que o bolso alheio. A atividade-meio devora todos os recursos destinados à atividade-fim. É o fim.
FOME DEZ: E tome déficit rosca sem-fim financiado por uma dívida pública que seqüestra e enlouquece o crédito privado. Onde o mesmo governo come-quieto abocanha metade dos juros de até 140% ao ano que o brasileiro favelado e desempregado teria de pagar no crediário de um fogão a gás ¿ o fogão do Fome Zero.
BICHANO: A senadora Heloisa Helena (PT-AL), heroína da anti-reforma, preferiu ironizar o recuo do governo e do partido no rodapé do Judiciário enfezado: ¿É impressionante como um leão valente se transforma em gatinho dócil diante de uma toga...¿ De fato, o leão miou.
ENCRENCA: De resto, não se faz reforma da Previdência da noite para o dia em parte alguma do mundo. A cirurgia exige uma década, no mínimo. O desafio é político e não técnico. É que a pequena minoria dos prejudicados faz enorme fuzarca diante do silêncio da grande maioria dos beneficiados.
O Globo, Rio, 15 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 07:05
"O que todo governo que chega aprende mais rapidamente do governo que sai é a arte de aumentar gastos e impostos"
EUGÊNIO GUDIN (1886-1986), economista
O Globo, Rio, 15 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 07:04
Ações de viúva em seu patrimônio
Muitos brasileiros gostariam de aplicar em ações, mas não sabem como começar. Sempre me perguntam: como investir em ações, com segurança? A volatilidade do mercado brasileiro é muito forte, ou seja, as altas e baixas são intensas, e muitos se machucam nos momentos de pânico. Uma boa estratégia para os iniciantes é selecionar ações que pagam bons dividendos. E o que é dividendo? É a parte do lucro que é distribuída de volta aos acionistas. Um investidor pode ganhar dinheiro com ações de duas formas: com a sua valorização ou através dos dividendos.
Nos últimos 12 meses, apesar do mau desempenho da economia brasileira, foi possível encontrar ações de empresas pagando elevados dividendos. Baseado no banco de dados da Economática, encontrei 35 empresas que deram, só com dividendos, um rendimento maior do que o da caderneta de poupança. Nada mau, principalmente porque a grande maioria dessas ações ainda teve uma ótima valorização em seus preços.
As ações campeãs em distribuição de dividendos são chamadas de ações de viúvas nos EUA. E por que esse nome? Porque aquelas senhoras não ligam para o sobe-e-desce das bolsas. Não especulam com suas ações. Somente os dividendos que as empresas distribuem interessa a essas viúvas, que precisam da renda para complementar a sua pensão.
Quem investe em imóveis para alugar pensa de maneira bem parecida e geralmente não se preocupa tanto com o valor de mercado, pois não pensa em vendê-los. Mas a variação no valor dos aluguéis normalmente é acompanhada com atenção.
Conheci investidores que, em vez de comprar imóveis para render aluguéis, preferiram montar uma carteira de ações de empresas que tradicionalmente pagam bons dividendos. Eles dizem que as ações dão muito menos trabalho para administrar, e os rendimentos líquidos, na maioria das vezes, têm superado o obtido no mercado de locações imobiliárias. Detalhe: dividendos não pagam IR.
Outra vantagem: em momentos de crise no mercado, as ações que pagam bons dividendos funcionam como ¿vaquinhas leiteiras¿, ou seja, muito provavelmente continuarão a oferecer bons rendimentos e, por isso, seus preços caem menos. Em outras palavras, a volatilidade desse tipo de ação acaba sendo menor do que a da média do mercado. E isso é muito confortável para os pequenos investidores.
Mas é bom lembrar que diversificar é importante. Seria interessante ter pelo menos umas dez ações de diferentes ramos de atividade na carteira, para não dar o azar de enfrentar uma crise específica de alguma empresa ou de um determinado setor da economia.
Já existem fundos de ações, chamados fundos de dividendos, que se dedicam a selecionar papéis que oferecem altos rendimentos. Vale uma conferida. Quem pensa em fazer um clube de investimentos em ações também tem aí uma boa idéia para montar sua carteira.
O Globo, Rio, 14 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 06:58
¿Quem compensa a União se ela cobrir as perdas dos Estados com a reforma?¿
Raul Velloso, economista
Folha de São Paulo, 16 de julho de 2003, caderno dinheiro, coluna PAINEL S.A.
guilherme.barros@uol.com.br
posted by Eduardo Pereira at 06:54
Sábado, Julho 12, 2003
Queda-de-braço explosiva
Em São Paulo, há uma fila de empresas de olho no parecer que o Ministério das Minas e Energia deve dar, até o fim do mês, a respeito da importação direta de gás da Bolívia até o "citygate" para posterior distribuição pela Comgás. Apesar de não ter peso de decisão oficial, o parecer balizará o próximo passo de duas empresas - Nadir Figueiredo e Klabin - na queda-de-braço pela importação direta. O preço do gás cairia pela metade.
Competição prejudicada
Os fabricantes de vidro de São Paulo que optaram pelo gás natural dizem que não estão conseguindo competir com o vidro argentino. O gás corresponde a 25% dos custos de produção. Na Argentina, o milhão do BTU de gás custa um terço do preço do que é cobrado em São Paulo.
Valor Econômico, 11 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 14:35
Quinta-feira, Julho 10, 2003
MESA REDONDA
Já está dando confusão a proposta do governo de financiar, com R$ 2 bilhões do FAT, caminhoneiros para que renovem sua frota, incrementando, de quebra, a produção da indústria automobilística.
Os sindicatos pressionam o governo a exigir que, para se beneficiarem das medidas, as empresas cumpram algumas condições, como a adoção de piso salarial de R$ 850 para seus funcionários. Uma reunião hoje, no BNDES, colocará de um lado os fabricantes e, de outro, os sindicalistas para que tentem chegara um consenso.
Folha de São Paulo, 08 de julho de 2003, caderno Ilustrada, coluna de MÔNICA BERGAMO.
posted by Eduardo Pereira at 22:00
Quarta-feira, Julho 09, 2003
Falta de previsão
Especialistas estão estimando em 5% a 7% as perdas da safra agrícola este ano, uma das maiores de todos os tempos. Motivo: há carência de transporte e locais de armazenagem. E, lógico, faltou alguém para descobrir isso em tempo hábil.
Jornal do Brasil, Rio, 30 de junho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
posted by Eduardo Pereira at 22:53
O Globo, Rio, 30 de junho de 2003, caderno de Economia, coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de Mauro Halfeld.
Brasil futebol clube
Hoje eu também quero falar de futebol. Apesar de ter sido eliminado da Copa das Confederações, o Brasil ainda é, de longe, o grande vitorioso da história do futebol mundial. Os alemães, os italianos, os argentinos e os próprios turcos morrem de inveja de nossas conquistas. Nós somos o número 1.
Uma coisa interessante é que a maioria dos brasileiros considera-se especialista em futebol. Opinamos sobre tudo, desde a escalação até o melhor esquema tático que deveria ser usado pelo treinador.
E quem são os mais cobrados pelos resultados? Os técnicos. Eles sofrem críticas de todo lado. Não têm paz. Apesar de sua brilhante história, Parreira não é poupado. As pressões devem estar sendo muito fortes, pois nossos técnicos torcedores não perdoam. Sabem exatamente onde se falhou após uma derrota; buscam a perfeição; exigem eficiência máxima. Empate é péssimo, ser eliminado, então, nem pensar, é uma vergonha. Queremos ganhar todas...
Já no jogo da economia, quando o Brasil é eliminado não é surpresa pra ninguém. Parece que todo mundo fica conformado. Quem nos dera ter também 170 milhões de especialistas em economia! Cada um com marcação cerrada sobre todas as táticas de nossos dirigentes... Se o debate econômico fizesse parte do cotidiano das pessoas, como acontece em muitos países ricos, o Brasil só teria a lucrar. E muito melhor seria também para os dirigentes desse Brasil S.A., que teriam de se obrigar a ser mais profissionais na administração do bolso dos brasileiros, teriam de ser mais transparentes sobre sua tática, sobre cada meta não alcançada, teriam de assumir a culpa quanto a cada gol perdido na economia...
Felizmente, as coisas estão começando a mudar. Neste momento, estamos assistindo a um verdadeiro clássico da economia: ¿juros altos por enquanto¿ x ¿juros baixos já¿. Essa disputa, que está acontecendo a cada reunião do Copom, vem mobilizando os brasileiros e ganhando as manchetes dos jornais. Virou uma mania nacional. Lembra até aquela polêmica da última copa, se o Felipão deveria convocar o Romário ou não. Ele teimou, não levou, mas trouxe o caneco. E agora? Nosso técnico da economia está teimando em deixar os juros lá em cima. Será que ele vai conseguir erguer a taça? As opiniões ainda estão muito divididas, como no futebol.
Eu torço muito para que o povo brasileiro se apaixone pelas questões da nossa economia. A pressão popular vai ajudar o Brasil a desmistificar as teorias e a sair da retranca. Um dia, nós também seremos campeões do mundo em economia.
Bola pra frente!
posted by Eduardo Pereira at 22:38
A qualquer custo
O governo está disposto a lançar o Modercarga, o programa de financiamento à compra de caminhões a juros mais baixos, mesmo se não chegar a um acordo com a Anfavea. O Modercarga já está pronto.
Alternativa
Depois de mais uma reunião com a Anfavea, o governo deverá decidir amanhã se irá lançar ou não o Modercarga sem acordo com o conjunto das montadoras. Se isso acontecer, as negociações passariam a ser com cada uma das montadoras.
Folha de São Paulo, 09 de julho de 2003, caderno dinheiro, coluna PAINEL S.A.
guilherme.barros@uol.com.br
posted by Eduardo Pereira at 21:13
Oposição propositiva
O PSDB foi o campeão de emendas ao projeto de reforma tributária do governo. Apresentou 83. O interessante é que muitas têm chance de ser acatadas, já que, apesar de os tucanos ensaiarem uma oposição ruidosa, apresentaram idéias que governistas entendidos em tributação reconhecem como boas.
Uma mão lava a outra
Uma idéia que pode ser incorporada à reforma é a transformação da Cofins em tributo não cumulativo (como se fez com o PIS) e, a partir daí, a cobrança de PIS e Cofins sobre as importações. O dinheiro serviria para atender os créditos de ICMS acumulados por exportadores.
A boa surpresa
Nem o pessoal do Sindicom esperava tanto. O presidente do TRF do Rio, Valmir Peçanha, usou de uma prerrogativa que a lei lhe faculta e suspendeu a liminar que a distribuidora de combustíveis Scorpion havia conseguido, com desembargador do mesmo tribunal, para não recolher a Cide. O presidente entendeu que a medida poderia gerar desequilíbrio econômico e prejuízo à sociedade.
Valor Econômico, 09 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 21:01
"A corrupção predominou nos negócios do Estado, inclusive nas privatizações."
(Do ministro José Dirceu, referindo-se à corrupção ¿em passado recente¿ e destacando o processo de privatizações do governo FHC)
Jornal da Tarde, 09 de julho de 2003, FRASES.
posted by Eduardo Pereira at 20:45
Segunda-feira, Julho 07, 2003
Gil, aquele abraço!
Enquanto Gil cumpre sua segunda jornada de trabalho cantando na Europa, o Senado vota esta semana um projeto de lei do ISS que mexe com a cultura.
Ele aumenta a taxação do cinema nacional e passa a incidir em direito autoral e uso de imagem.
O Globo, Rio, 07 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 20:52
Rol da fama na economia
São cinco os finalistas do Prêmio Economista do Ano da Ordem dos Economistas de SP: Antonio Barros de Castro, Dorothea Werneck, José Alexandre Scheinkman, Persio Arida e Ricardo Varsano. Armínio Fraga ganhou três anos seguidos, de 1999 a 2001. Aloízio Mercadante foi o eleito em 2002. (Maria Christina Carvalho)
Valor Econômico, 07 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 20:52
ME CHAMA
Um grupo de artistas está se organizando para ir a Brasília, nesta semana, tentar retirar do projeto de lei do ISS o artigo que prevê a cobrança do imposto sobre direitos autorais. Estão na lista de convocados Roberto Frejat, Lucélia Santos, Lobão e Zezé di Camargo e Luciano, a dupla superamiga do presidente Lula.
Folha de São Paulo, 07 de julho de 2003, caderno Ilustrada, coluna de MÔNICA BERGAMO.
posted by Eduardo Pereira at 20:51
Voto direto
Depois de 27 anos, o Corecon-SP (conselho de economia de São Paulo) irá escolher seu presidente com o voto dos 25 mil profissionais do Estado, em outubro. A escolha era feita apenas pelos 24 conselheiros.
Folha de São Paulo, 07 de julho de 2003, caderno dinheiro, coluna PAINEL S.A.
posted by Eduardo Pereira at 20:51
Da hiperinflação ao hiperjuro
Você já ouviu falar de hiperjuro? Não? Pois desista de procurar no dicionário. Ele é o juro estratosférico praticado no Brasil já há alguns anos. Foi criado para combater a hiperinflação e levou a melhor. Agora que se ambientou bem, não quer mais saber de ir embora.
Quando existe hiperjuro, o desemprego vai às alturas e a renda dos trabalhadores desaba. É uma armadilha na qual estamos presos. Foi o hiperjuro que fez com que, recentemente, dezenas de milhares de cidadãos disputassem algumas vagas de gari no Rio de Janeiro e de coveiro no Paraná.
Veja só um exemplo da ação do hiperjuro. Se alguém devesse R$ 100 no cheque especial no primeiro dia do Plano Real e fosse rolando essa dívida, sem nenhum pagamento, estaria devendo hoje cerca de R$ 3 milhões! Poderia comprar o equivalente a uma frota com mais de 150 carros zero quilômetro.
Note que o cidadão pega emprestado uma só nota de R$100 e, para quitar a dívida integralmente, nove anos depois, tem que entregar mais de 30 mil notas iguais àquela. Inacreditável...
Agora, se a mesma pessoa tivesse aplicado R$100 na poupança, naquele mesmo dia, estaria hoje com pouco mais de quatro notas de R$100. Ia conseguir, no máximo, comprar um jogo de pneus para um único carro. E só. Uma diferença brutal...
Essa é a aberração do hiperjuro, que gera brutais transferências de renda dentro da sociedade brasileira. O leitor pode pensar: ¿Não uso cheque especial, não pego dinheiro emprestado. Então esse problema não me afeta¿.
Isso é ótimo. Mas conheço pessoas que, até bem pouco tempo atrás, também não eram afetadas pelo cheque especial e agora são. Elas perderam o controle por comprar além do devido? Nem sempre. São apenas pessoas que cortaram todo o supérfluo e precisam viver, pagar a escola dos filhos, o plano de saúde, colocar gasolina no carro. O básico.
Ao completar nove anos, o Real vai crescendo como um garoto problemático e com cada vez menos amigos. Espero que daqui a um ano, no aniversário de dez anos, o hiperjuro não seja novamente convidado para a festa. A tarefa não será fácil e exigirá uma boa dose de coragem. É um dos maiores desafios que nós, brasileiros, temos a superar.
O Globo, Rio, 07 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 20:50
Moro em apartamento alugado e penso em adquirir um imóvel próprio. Qual a melhor opção para adquirir esse imóvel? Entrar em um consórcio ou contrair um financiamento?
Como você mora em imóvel locado, deve ter pressa para conseguir a casa própria. O financiamento permite que se livre imediatamente do aluguel, mas há de se ter cuidado com os juros. No consórcio, porém, a situação é pior: você estará entregue à sorte. Pode dar o azar de ficar para o fim da fila do sorteio, não se livrar do aluguel, além de adicionar a prestação do consórcio em seu orçamento. A opção do financiamento é, em princípio, a escolha mais conservadora. Mas evite assumir uma dívida muito alta; a compra de um imóvel mais simples será menos arriscada.
O Globo, Rio, 07 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna DE OLHO NAS FINANÇAS, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 20:50
Sábado, Julho 05, 2003
Ferro-velho
O governo está preparando um pacote para incentivar a venda de automóveis encalhados nos pátios das montadoras. O acordo com o setor está sendo costurado pelo Ministério do Desenvolvimento e pela CUT. Prevê, até agora, o seguinte: trabalhadores que ganham até dez salários mínimos poderiam comprar um carro novo em até 48 vezes. O governo entraria com financiamento, via FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador); as montadoras, com descontos; governos estaduais, com a diminuição do IPVA.
As medidas têm como base estudos que mostram que um trabalhador gasta, com a manutenção de seu carro velho, mais dinheiro ao longo do tempo do que despenderia com a aquisição, a prazo, de um veículo novinho em folha.
FERRO-VELHO 2
Antes do pacote para a renovação da frota de carros, o governo deverá lançar medidas para incentivar a renovação na frota de caminhões, já consensuais no governo. O presidente Lula tem acompanhado todas as discussões de perto.
Folha de São Paulo, 01 de julho de 2003, caderno Ilustrada, coluna de MÔNICA BERGAMO.
posted by Eduardo Pereira at 23:31
...super interessante...
O IGP-M e o câmbio
Antes de acabar com a indexação no IGP-M dos contratos de concessão, vamos a um pequeno exercício de relações causais para tentar chegar ao foco do problema.
Ponto 1 - O capital externo pode ser dividido em três grupos: o capital especulativo, o capital de financiamento de médio prazo e o capital de investimento. A maior fonte de lucro do capital especulativo é a volatilidade cambial; o maior fator de risco do capital de investimento é essa mesma volatilidade cambial. Portanto são bichos diferentes.
Se o valor do real cai pela metade, o lucro remetido pela multinacional que tem receita em reais (ou seja, o capital produtivo) cairá pela metade. O valor do real no momento do investimento é de somenos importância. O que importa é saber se aquele valor será mantido ou não.
Ponto 2 - A política econômica implementada pelo governo FHC valorizou o real, liquidou com os superávits comerciais e deixou o país à mercê de capitais especulativos para fechar a conta. A multinacional olhava o crescimento da dependência externa e relutava em investir no Brasil, com receio de que o câmbio não se sustentasse. Em vez de corrigir a vulnerabilidade cambial, o governo criou uma gambiarra: indexou as tarifas ao IGP-M, o índice que melhor reflete as desvalorizações do câmbio.
Ponto 3 - A indexação em IGP-M reduziu (mas não eliminou) o temor das múlti em investir, mas criou um novo problema: a indexação da economia, que explodiu agora no colo do governo Lula. A cada crise internacional há ataques especulativos contra o Brasil, o dólar sai, seu valor explode, erodindo os lucros do capital de investimento -e engordando os lucros do capital especulativo. O BC é obrigado a elevar os juros para impedir a inflação. Quando a inflação começa a ceder, a indexação dos contratos traz a inflação passada para o presente, realimentando a inflação.
Ponto 4 - Agora, se fala em acabar com a indexação em IGP-M. Mas o ponto central é outro. Sem a indexação dos contratos e sem a garantia de estabilidade cambial, quem vai investir em dólares no país? E, com volatilidade cambial e indexação, quem vai segurar a inflação?
Repare que todo desajuste da economia acaba sempre batendo no mesmo ponto: dependência de capital especulativo. Sem reconstruir a estabilidade cambial -por meio do aumento do superávit comercial- não haverá como sair dessa armadilha.
Como constatou o economista Armando Castelar Pinheiro, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) -no caderno Dinheiro deste domingo-, o período 1994/2002 foi o que registrou as mais baixas taxas de investimento de todo o período analisado pelo órgão. A política atual do BC -de valorização do real e redução do superávit comercial- fracassou em um período de abundância inédita de capital financeiro internacional. Como se pretende ainda acreditar nessa história de que o capital volátil traz o capital bom, agora com uma economia internacional em deflação e sem disponibilidade de investimento no mercado internacional?
Folha de São Paulo, 01 de julho de 2003, caderno dinheiro, coluna de LUÍS NASSIF.
posted by Eduardo Pereira at 23:25
Nem o bondinho escapa
Enquanto isso, o preço dos serviços continua subindo. Desde ontem, o turista que quiser passear no famoso bondinho do Pão de Açúcar tem de desembolsar R$ 30 para chegar ao topo. A passagem foi reajustada em 25%. (André Vieira)
Valor Econômico, 01 de julho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 23:22
BOATARIA: O Plano Real fecha nove anos de atribulada carreira com IPCA acumulado de 155%. É muito. Culpa das armadilhas que lhe foram armadas ao longo da travessia. Três semanas antes da estréia do real, espalharam que haveria congelamento de preços em reais. Já então urvizados, os preços foram preventivamente remarcados, produzindo um IPCA de 17% no mês. Um desastre.
PEDREIRA: De lá para cá, a estabilização teve de sobreviver ao caso Ricupero, à difamação eleitoreira do Plano, à importação de crises alheias do México, da Ásia, da Rússia, de Wall Street e da Argentina, à reeleição de 1998, à abertura do câmbio em 1999, ao apagão em 2001, à virada de Lula em 2002, à bolha cambial de 2002, ao desemprego recorde de 2003...
RATOEIRA: O detalhe: um terço do IPCA de 155% tem sido obra e desgraça de preços e tarifas gerenciados (e indexados) pelo próprio governo. Ainda não catequizado pelo próprio Plano Real.
O Globo, Rio, 01 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 23:06
Quarta-feira, Julho 02, 2003
ROTATIVIDADE: Pelo sim, pelo não, o governo acaba de inventar o programa Primeiro Emprego. Com incentivos privados bancados por recursos públicos. Ocorre que as empresas apelariam para a rotatividade oblíqua. Demite-se o pai para contratar o filho - mais barato. E a produtividade? A gente acerta à frente.
PRIORIDADE: O professor José Eli da Veiga, da FEA/USP, pondera: ¿Se é para intervir no mercado de trabalho, é óbvio que o ataque ao desemprego deveria começar pelos chefes de família desempregados e não por seus filhos ainda não empregados. Inverter essa ordem é andar na contramão do desafio¿.
ALTO RISCO: A boa intenção do Primeiro Emprego é infinita. O governo espera que as empresas incentivadas venham a dar preferência a jovens desajustados, em situação de risco social, no rodapé do narcotráfico e do crime organizado. A moçada bem comportada e escolarizada ficaria para o fim da fila. Que tal?
O Globo, Rio, 02 de julho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 18:30
Quente
O mais vendido na Rússia, o café Pelé, do grupo paulista Cacique, lançou uma grande campanha no país.
Cada quilo dá direito a uma raspadinha cujo prêmio é uma viagem ao Brasil.
Em um mês, o consumo cresceu 25%.
Jornal do Brasil, Rio, 02 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de RICARDO BOECHAT.
posted by Eduardo Pereira at 18:29
Sexta-feira, Junho 20, 2003
Reajustes negociados
Autoridades do governo brasileiro receberam na semana passada uma contribuição de Jacob Frenkel, o presidente da Merril Lynch International que domou a inflação em Israel com juros altos e o sistema de metas de inflação. O conselho: manutenção da política monetária rígida, mas não ao ponto de sufocar a economia, e a adoção de mecanismos de negociação de reajustes, em fóruns, de contratos-chave para a economia, como salários, tarifas de energia, telecomunicações e de outros preços oligopolizados, sempre olhando para a inflação que virá. Funcionou em Israel.
Valor Econômico, 20 de junho de 2003, caderno 1º Caderno, coluna DIÁRIO, Silvana Quaglio, Editora.
posted by Eduardo Pereira at 17:32
Que coisa...
A Santa Casa da Misericórdia de Belo Horizonte entrou na Justiça contra o Unibanco.
Tenta, assim, receber dois anos de aluguel atrasado de uma agência ocupada pelo banco.
O Unibanco obteve lucro recorde de R$ 1 bilhão em 2002.
Quanto à Santa Casa, está no maior sufoco.
Jornal do Brasil, Rio, 20 de junho de 2003, caderno Rio, coluna de RICARDO BOECHAT.
posted by Eduardo Pereira at 17:31
Domingo, Junho 15, 2003
"Combater a inflação inercial com arrocho monetário é como atacar febre com sangria: o doente só piora"
LUIZ CARLOS BRESSER PEREIRA, economista
Quem inflaciona?
Para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, "há um componente inercial importante na atual inflação brasileira". Para combatê-la, segundo ele, só há um remédio, ainda que amargo: o crédito curto e caro, com juros calibrados de baixo para cima pela taxa básica, a Selic.
Para o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ¿se for necessário, o Banco Central não vacilará em manter a Selic inalterada¿. Justifica o ministro: ¿Estamos num momento crucial do combate à inflação. Ela está em queda, mas ainda não morreu. Temos de dar os tiros finais. Não queremos só reduzir, mas matar e esquartejar a inflação¿.
***
Por partes. Componente inercial da inflação não recomenda afrouxo no arrocho, decreta o presidente do Banco Central. Primeiro: a inércia inflacionária ocorre quando agentes econômicos apelam para a correção plena de preços e contratos pela inflação passada. O Brasil usou e abusou dela em 30 anos corridos de indexação ¿ de julho de 1964 a junho de 1994.
***
Em certos transes do período, tivemos até mesmo a correção mensal dos salários. A inércia inflacionária é meridiana: se todos os preços, salários e contratos são corrigidos no presente pela inflação passada, a inflação futura jamais ficará abaixo da passada. Pode até não subir mais, mas baixar que é bom, jamais. Nem com congelamentos, com tabelamentos ou com bloqueios em banco da liquidez das empresas e da poupança das famílias.
***
Essa correia de transmissão da inflação inercial (que em 30 anos acumulou, ponta a ponta, 1,1 quatrilhão por cento no IGP-DI) só foi quebrada pela espetacular reengenharia monetária da URV, matriz do Plano Real. De lá para cá, a inércia inflacionária sobrevive tão-somente em contratos financeiros e imobiliários e em preços e tarifas administrados pelo próprio governo.
***
Ora, o arrocho monetário não alcança esses contratos, preços e tarifas total ou parcialmente indexados ou corrigidos. Logo, a inflação inercial é obra e desgraça do governo controlador e não do mercado selvagem. Em sendo assim, o arrocho monetário nada mais é que um mal desnecessário. Na melhor das hipóteses, um custo dez vezes maior que o benefício.
***
A indexação remanescente, nos cálculos de Luis Carlos Bresser Pereira, tem quase tudo a ver com o IPCA médio de 3% ao ano de 1995 a 1998, de 6% no triênio 1999/2001 e de 12% agora em 2002/2003. Ou se preferem: de 1995 a 2002, o IPCA acumulou 100 7%. Dentro dele, os preços livres evoluíram 78% e os preços controlados nada menos de 238%.
SEM FORÇA: E a propalada rebrota da inércia salarial? Pesquisa do Dieese revela que apenas 19,3% dos acordos na data-base, de janeiro a maio, ficaram ligeiramente acima do INPC. Como 46,4% pastaram bem abaixo dele, a média ponderada carrega uma perda de quase 5% no poder de compra dos salários já reajustados.
CARAMBOLA: Como desgraça pouca é bobagem, salário achatado rebaixa consumo que represa produção que desliga emprego. Enquanto o Dieese mostra que desocupação é recorde em São Paulo (20,8%), o IBGE avisa que o consumo das famílias, que sustenta diretamente 60% do PIB, está 2,3% abaixo de 2002. Que bonito!
IMORTAL: Se o ministro Antonio Palocci promete que os juros baixarão quando o governo Lula esquartejar o cadáver da inflação, vai aqui outro reparo. A inflação nunca morre. O vírus dela é do tamanho de um cachorro. Que não late. Só morde.
O Globo, Rio, 11 de junho de 2003, caderno de Economia, coluna de JOELMIR BETING.
posted by Eduardo Pereira at 10:38
Toque pra frente
A Câmara de Política Econômica, que reúne os ministérios da área econômica, anuncia hoje um plano para botar a economia para andar.
O mote é pouco subsídio e muita eficiência.
O Globo, Rio, 11 de junho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 10:33
Terça-feira, Maio 27, 2003
¿O que eu espero do ano 2000? Bem, que as nações poderosas deixem de agir como gângsteres. E as fracas, como prostitutas¿
STANLEY KUBRICK, cineasta americano (em 1975)
Alca para 2010
Sim, por que não empurrar a ignição da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) de 2005/2006 para 2010? Afinal, a pressa na carpintaria do bloco é dos EUA, mentores da iniciativa. O compromisso deles é com a urgência e não com a perfeição.
Por uma simples e boa razão: a economia mais poderosa e mais competitiva do mundo não precisa de musculação prévia para encarar qualquer mercado em regime de isonomia tarifária. Tanto mais quando a integração comercial de padrão Nafta abriria espaço político para a agenda nobre: acesso às compras governamentais, proteção leonina da propriedade intelectual, abertura de mercados de serviços ainda trancafiados, livre recirculação de investimentos ou de capitais.
***
Uma engenharia diplomática digna do trabalho de 12 Hércules. Com sobras para assuntos não menos abrasivos: segurança continental conjunta, políticas casadas de sustentabilidade ambiental e usinagem de acordos bilaterais com os demais blocos econômicos.
***
Em suma: não dá para negociar tudo isso, nem sequer para implementar alguma parte disso, até janeiro de 2005. Brasil e Argentina, agora sob nova direção e com nova disposição, fazem o principal interlocutor de Washington. Com canal de expressão já montado ¿ o Mercosul. Que teria de ser resgatado dos atuais escombros antes de uma ¿sentada na mesa¿ com o governo Bush (que se pretende reeleito em 2004).
***
Pelo sim, pelo não, hoje é dia de Alca em Brasília. Estada de dois dias, entre nós, do principal negociador comercial dos Estados Unidos, o competente Robert Zoellick, tende a redesenhar a posição do Brasil sob o governo Lula. Que não mais esconde a intenção de negociar uma revisão dos termos da Alca ¿ no formato, no conteúdo e no cronograma.
***
Espécie de balão-de-ensaio para o encontro Bush/Lula, de 20 de junho, em Washington. Brasil e Estados Unidos estão compartilhando a presidência da Alca e Brasília não gostou das ofertas americanas de liberação comercial apresentadas por Washington em fevereiro. O chanceler Celso Amorim já deixou escapar que o cardápio americano é absolutamente indigesto. Ou inaceitável.
***
Quer dizer: esta primeira rodada de apresentação de propostas concretas já começou com o pé esquerdo. A águia americana parece ter apelado para a tática do ¿bode russo¿ na direção da anta brasileira.
***
Ou como resume o ministro Luiz Fernando Furlan: ¿Eles querem abrir onde são os mais competitivos sem abrir onde somos nós os mais competitivos¿.
***
Ora, isso é como exigir que todas as mulheres sejam casadas; porém, os homens, não.
BILATERAL 1: Brasil e Argentina estão a fim de relançar o projeto 4+1. Um acordo bilateral piloto entre os quatro do Mercosul (mais Uruguai e Paraguai) e os Estados Unidos (sem Canadá e México, parceiros do Nafta). Até o Chile pediria carona para um 5+1. E a Alca? Ficaria fazendo círculos n'água até 2010.
BILATERAL 2: Ocorre que os Estados Unidos já se anteciparam na costura da própria Alca. Eles vestiram a camisa do bilateralismo e buscam negociar agendas comerciais paralelas, com barganhas e velocidades distintas, privilegiando o Nafta, o Caribe, a América Central, a América do Sul e o Mercosul ¿ pela ordem.
BILATERAL 3: Brasil de Lula e Argentina de Kirchner rejuntam as peças soltas e examinam a conveniência de se aprofundar e acelerar um acordo bilateral do Mercosul com a União Européia. No mínimo, para produzir ciumeira americana e expulsar o ¿bode russo¿ da Alca.
O Globo, 27/5/2003, caderno economia, coluna de Joelmir Beting.
posted by Eduardo Pereira at 23:00
Domingo, Maio 25, 2003
Aposta ou investimento?
Você já deve ter visto comerciais sobre títulos de capitalização, que prometem prêmios atraentes e ainda se apresentam como investimentos. No discurso de venda, prometem juntar o útil ao agradável. Recentemente, alguns têm se apresentado como uma alternativa para comprar a casa própria ou um carro.
No mercado financeiro, aprendi que não existe almoço grátis, isto é, tudo tem seu preço. Para oferecer bons prêmios, um investimento não pode ser tão rentável. O dinheiro a ser sorteado tem de sair de algum lugar.
Confira detalhadamente o regulamento de qualquer produto que ofereçam a você. No caso dos títulos de capitalização, a rentabilidade é bem inferior à da caderneta de poupança. E isso é muito menos do que vêm pagando outros investimentos em renda fixa. A figura revela o valor acumulado pela poupança e pelo CDI (taxa que serve como referência para os fundos DI).
As taxas de administração dos títulos de capitalização também são altas e, muitas vezes, há prazos de carência e severas penalidades para os que desistem, ou seja, resolvem sacar antes do prazo de carência. Quanto aos prêmios, é claro que não é fácil ganhá-los.
A vantagem dos títulos de capitalização é que estes impõem uma certa disciplina aos gastadores compulsivos. É uma poupança forçada, com rendimento baixo, melhor do que o consumo supérfluo. E oferece prêmios aos que têm sorte.
As desvantagens são muitas: têm prazos de carência (seis meses, um ano ou até mais tempo) e penalidades severas para quem desiste (você pode sacar até metade do que depositou se precisar do dinheiro antes do prazo estipulado no contrato). Não garantem a compra da casa ou do carro. Apenas os sortudos receberão prêmios. Os demais vão receber suas contribuições de volta, com rendimento inferior ao da caderneta de poupança. A probabilidade de ser premiado é baixa.
Jogos costumam ser um bom negócio para seus promotores. Entretanto, para a maioria dos participantes, não ganhar é o mais provável. O sonho do dinheiro fácil termina em pouco tempo. E, se você quiser renová-lo, vai lhe custar mais um pouco de seu suado dinheiro.
O Globo, Rio, 19 de maio de 2003, caderno de Economia, coluna De Olho nas Finanças, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 15:06
Eureka!
O governador de Minas, Aécio Neves está preocupado: há 3 meses a arrecadação de ICMS no seu Estado só faz cair. Em compensação, o aperto que ele vem dando nas finanças vai dar sossego ao governo mineiro nos próximos meses. Aécio criou o leilão ao contrário, isto é, quem tiver créditos com o Estado e der os maiores descontos, recebe na hora. Com isso, tem economizado milhões.
Jornal do Brasil, Rio, 25 de maio de 2003, caderno Caderno B, coluna de Márcia Peltier.
posted by Eduardo Pereira at 10:41
Sábado, Maio 24, 2003
Cocoricó
A BBC, rede de TV londrina, denunciou a adulteração da carne de galinha brasileira por firmas holandesas.
É que consumidores ingleses andaram reclamando da galinha da Holanda ¿ na verdade, importada do Brasil, modificada e depois reexportada pelos holandeses.
Dois repórteres se disfarçaram de trabalhadores, usaram câmera escondida e descobriram que lá eles adicionavam até 50% de água nas galinhas para aumentar o peso.
Bom exemplo
O Banco Santander abriu 75 vagas na área administrativa para deficientes físicos.
O Globo, Rio, 24 de maio de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
posted by Eduardo Pereira at 14:38
Domingo, Maio 18, 2003
¿Nas previsões de mercado, estar parcialmente errado é bem mais seguro do que estar completamente certo¿
WARREN BUFFETT, financista americano
Cartomancia desastrosa
O caso foi tratado com estudada discrição pela imprensa americana há duas semanas. Mas valia manchete. Por obra e desgraça de manipulações de mercado praticadas por alguns dos respectivos analistas financeiros, uma dezena de bancos de investimentos totalizou multas de quase US$ 1,4 bilhão.
Dando números e nomes aos touros e aos ursos, por ordem do valor da multa, em milhões de dólares: Salomon Smith Barney (400), Merrill Lynch (200), Crédit Suisse First Boston (200), Morgan Stanley (125), Goldman Sachs (110), UBS Warburg (80), JP Morgan (80), Lehman Brothers (80) e Piper Jaffray (32).
***
O que essas catedrais de Wall Street devem ter aprontado de eticamente condenável em um mercado especulativo por vocação e necessidade? Justamente o fato de terem adernado, aqui e ali, por iniciativa de um e outro de seus gurus, das práticas da especulação, que é do jogo, para as técnicas da manipulação, que é um crime.
***
Tome-se o guru-mor Henry Blodget, um dos três maiores artilheiros da irrational exuberance das ações de tecnologia. Em nome do Merrill Lynch, o jovem analista incensou pelos canais do mercado dezenas de ações de primeira viagem na internet que ¿dariam grande retorno em futuro próximo¿.
***
Fácil. No mercado tipo bolsa, a expectativa de alta, fabricada ou não, provoca a alta, que sanciona a expectativa ¿ consagrando o autor dessa cartomancia recheada de cifrões. Tanto mais na bolha virtual da Nasdaq, onde todo mundo sabia o preço de tudo e o valor de nada. Sim, os gurus sabiam também o valor futuro de qualquer empresa virtual surgida do nada ¿ ou de uma boa idéia a partir do nada. Era só recomendar a compra maciça de suas ações...
***
Foi assim que a Amazon.com, uma loja virtual pioneira de livros e discos, recém-instalada no B2C da Web, passou a valer no mercado, em quatro anos de carreira no vermelho, nada menos de US$ 127 bilhões, em dezembro de 1999. Na mesma data, não passava de US$ 86 bilhões o valor de mercado da General Motors, maior corporação industrial do mundo e da História.
***
Aqui na ponta de 30 de abril de 2003, bancos multados e gurus afastados, o valor de mercado das gigantes high-tech acumula perdas da ordem de 60% a 95% ¿ desde o estouro da bolha, em março de 2000. Caçapa cantada por Alan Greenspan em maio de 1998.
***
De março de 2000 a abril de 2003, entre centenas de outras menos votadas, a Microsoft perdeu US$ 316 bilhões. A Intel, US$ 326 bilhões. A Cisco, US$ 451 bilhões. E a Nasdaq, em bloco, US$ 4,7 trilhões. Yes , trilhões, com T de tatu.
SECOS & MOLHADOS
INQUÉRITO: A perícia e a punição do caso são da competência da Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado de capitais. O inquérito é do tamanho de 32 caixas com 108 mil páginas de e-mails impressas, sob custódia da Procuradoria do estado de Nova York.
MILIONÁRIOS: Foram banidos do mercado 23 gurus milionários. Henry Blodget ganhou US$ 72 milhões em cinco anos e foi multado em US$ 4 milhões. Jack Grubman, do Salomon Smith Barney, pagou multa de US$ 15 milhões e foi jogar golfe com US$ 88 milhões no bolso.
NOVAS REGRAS: Em junho, a SEC divulgará novo regime de remuneração dos analistas. Sobre os quais o granítico Warren Buffett, 72 anos, disse na semana passada: ¿Se alguma vez me ocorreu ler o que escrevem os analistas de mercado, deve ter sido em algum avião, por falta de jornais satíricos.¿
O Globo, Rio, 18 de maio de 2003, caderno de Economia, coluna de Joelmir Beting.
posted by Eduardo Pereira at 10:40
Domingo, Maio 11, 2003
Caça às bruxas
O importante curso de economia da PUC-Rio foi alvo de vandalismo.
Outro dia, apareceram em duas salas pichações com a frase: ¿Economia da PUC ¿ compra o diploma e vende o país¿.
A intolerância cheira a coisa de militantes anti-FH, que, no governo, recrutou na universidade carioca sua equipe econômica (Pedro Malan, Armínio Fraga, Edmar Bacha, Pérsio Arida e outros).
O Globo, Rio, 11 de maio de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
posted by Eduardo Pereira at 13:06
"As taxas de juros são proibitivas, um verdadeiro despropósito. Em determinados casos, a gente poderia tachá-las de assalto."
(José Alencar, vice-presidente da República)
Revista Veja, Edição nº 1802 - 14 de maio de 2003, Veja Essa
posted by Eduardo Pereira at 12:49
Terça-feira, Abril 15, 2003
Do tostão ao milhão
Será possível ficar milionário somente poupando? Penso que sim. E, teoricamente, não é tão difícil. Supondo uma remuneração de 8% ao ano acima da inflação, um jovem de 20 anos precisa poupar R$ 7 por dia até os 65 anos para acumular R$ 1 milhão, já corrigido pela inflação. Se essa poupança de longo prazo começar aos 30 anos, o esforço será maior: serão necessários R$ 16 por dia. Se o começo for aos 40 anos, serão necessários R$ 37 por dia. Se for aos 50 anos, a poupança diária deverá ser de R$ 101, o que é bem mais difícil. Confira na figura:
Se é tão simples assim, por que conhecemos tão poucos milionários? Talvez estejamos freqüentando bares errados, você pode me dizer... Na verdade, há dois fortes motivos: primeiro, não é tão simples poupar; segundo, obter a taxa de 8% ao ano acima da inflação não é tão trivial.
Na prática, poucos conseguem gastar menos que seus ganhos e acabam pendurados em dívidas que, geralmente, consomem o patrimônio líquido do devedor. Mesmo na classe média, poupar tem sido um desafio e tanto.
Nos últimos 35 anos, o Ibovespa rendeu 9,6% ao ano acima do IPC da Fipe. Os imóveis residenciais, em São Paulo, ofereceram cerca de 6,4% ao ano, já com o aluguel líquido. A caderneta de poupança, 4% ao ano. Os números indicam que seria pouco provável atingir a meta de 8% ao ano sem correr os riscos das bolsas ou dos negócios próprios.
Quanto ao seu patrimônio, seria possível fazer algumas estimativas, supondo que o comportamento dos mercados, no futuro, venha a ser semelhante ao do passado.
Se você for bastante conservador e investir somente em caderneta de poupança, contentando-se com os históricos 4% ao ano, contará só com R$ 427 mil aos sessenta e cinco anos, no lugar do sonhado milhão. Não é de todo ruim, face ao baixo risco da caderneta de poupança.
Aplicando em imóveis, o patrimônio final deve se aproximar dos R$ 700 mil. Em ações, seguindo o Ibovespa, pouco mais de R$ 1,4 milhão. O desafio aqui será enfrentar as fortes oscilações do mercado acionário.
A estratégia que me parece mais sensata é a da diversificação. Buscar a consistência da renda fixa, sem esquecer da pimenta da renda variável. Uma carteira bem equilibrada seria uma boa sugestão para obter um confortável patrimônio.
O Globo, Rio, 12 de março de 2003, caderno de Economia, coluna De Olho nas Finanças, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 16:51
Em casa
Presidente mundial da Kawasaki, Masamoto Tazaki chega domingo ao Brasil.
Dia 24, inaugura fábrica do grupo em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, para produzir asas destinadas a jatos da Embraer.
Jornal do Brasil, Rio, 15 de abril de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
posted by Eduardo Pereira at 16:46
¿Lula é algo mais que a estrela do partido. Virou estrela do mundo. Não existe líder mais admirado hoje que ele na cena internacional.¿
RUBENS RICUPERO, secretário-geral da Unctad/ONU
Erguendo a crista
Lula no G-8 e Cafu na ONU. O presidente da República acaba de ser convidado para a próxima reunião do G-8, na primeira semana de junho, em Evian, França. E o capitão do penta, titular do Roma, deve ser nomeado embaixador da ONU para a campanha mundial de combate a ¿moradias precárias¿.
Brasil falando para o mundo. O presidente Lula desfruta de muita credibilidade lá fora. Algo parecido com sua popularidade aqui dentro. Ele se apresenta, diz o diplomata Rubens Ricupero, como líder natural do planeta dos emergentes e submergentes. O convite do G-8, tal como os reiterados elogios do FMI, neste fim de semana, demonstra isso. Clube fechado dos ricos, o G-8 reúne as sete maiores economias do mundo, com a Rússia de contrapeso.
***
Moscou ampliou o G-7 para G-8, não pela sua força econômica (menor que a da Coréia do Sul), mas pela sua biografia soviética. Traduzida na posse, ainda hoje, de um arsenal nuclear capaz de varrer 11 vezes a vida do planeta Terra. Para que a segunda?
***
Cafu notabilizou-se no penta da bola por ter erguido a taça do mundo, perante 1,2 bilhão de terráqueos televidentes, com o peito pintado de orgulho: ¿100% Jardim Irene¿. Ainda hoje um dos distritos mais pobres de São Paulo, o Jardim Irene da infância de Cafu não tinha água nem esgoto, não tinha luz nem asfalto. Só havia uma escola primária e nenhum posto de saúde.
***
Para o arquiteto italiano Pietro Garau, coordenador da força-tarefa da ONU para assuntos de habitação e saneamento, Cafu pode falar muito bem em nome de 1,6 bilhão de seres humanos desprovidos de um hábitat digno de gente. E o hábitat decente é algo mais que um direito humano ¿ é um direito animal. O próprio governo Lula acaba de reabrir os cofres da Caixa Econômica Federal para injetar poupança ociosa no programa da casa popular.
***
Um Brasil distraído transformado em um Jardim Irene do tamanho de 7,2 milhões de moradias precárias, em espaços urbanos absolutamente degradados e de regeneração praticamente impossível. Foi o que suspirou fundo o mesmo Pietro Garau, semana passada, na enorme favela paulistana de Heliópolis.
***
No rodapé do G-8, o governo Lula espera acelerar a diplomacia econômica do não-alinhamento político inaugurada pelo governo FHC. Nesta ópera Bush encenada no Iraque, o governo Lula já disse a que veio. Somos pelo multilateralismo pós-queda de muros, de torres e de pontes. E temos massa crítica suficiente para liderar os países em desenvolvimento na abrasiva carpintaria de acordos regionais e de tratados globais de comércio de bens, de serviços e de direitos.
***
Desfrutamos de autoridade moral nessa empreitada, disse ao jornal ¿Valor¿, de ontem, o jurista Luiz Olavo Baptista, um dos sete juízes do tribunal de apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra. ¿O Brasil tem imagem positiva na comunidade internacional porque cumpre acordos, respeita tratados e não renega compromissos. O que reforça posições severas do país em todos os contenciosos. Nos quais tem ganho mais casos do que perdido.¿
MATA-BURROS: A ocupação do Iraque começa a dar muita mão-de-obra para a diplomacia político-militar da categoria rosca sem-fim. Virtualmente rachada, a União Européia não tem vez nem voz para vestir a camisa da ONU (que também pouco pesa). A China prefere o bico no toco, enquanto Bush já aponta o dedo em riste para a Coréia do Norte e para a Síria.
CAMPO MINADO: Analistas políticos reafirmam que o segundo maior perdedor da guerra no deserto, além da tirania de Saddam, foi o multilateralismo diplomático. Reacende-se a chama do imperialismo unipolar, com direito a ondas encavaladas de antiamericanismo raivoso, com sobras para o terrorismo explícito. Ou legitimado.
ACOSTAMENTO: Enquanto isso, o professor Marcos Sawaya Jank, da USP, sustenta que não há mais clima para a desgastante negociação da agenda agrícola da OMC. E, sem avanços na OMC, a construção melindrosa da Alca, insistência americana, pode sair para o acostamento de uma eventual resistência brasileira.
O Globo, Rio, 15 de abril de 2003, caderno de Economia, coluna de Joelmir Beting.
posted by Eduardo Pereira at 16:45
Domingo, Abril 13, 2003
Vende-se dinheiro
Não é nada ilegal. Mas beiram a amoralidade estes comerciais de financeiras que entopem as TVs em horário nobre.
Artistas populares como Netinho e Leonardo exaltam a facilidade de pegar um dinheirinho emprestado na hora do sufoco. Mas omitem os juros extorsivos cobrados.
Na de Netinho, por exemplo, um empréstimo de mil reais pago em 12 vezes embute juros, acredite, de 14,2% ao mês. Isto com uma inflação de 1,2%. As parcelas são de R$ 178,08, cada. No fim, os R$ 1.000 saem por R$ 2.136. Parece roubo. E é quase.
O Globo, Rio, 13 de abril de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
posted by Eduardo Pereira at 16:46
Sábado, Abril 12, 2003
A nossos pés
O New York Times abriu espaço, ontem, para as sandálias Havaianas.
Chamou-as de ''novo gosto da moda'', incluiu entre seus fãs Jean Paul Gaultier e especulou que, com alguns adereços, valerá até US$ 160 para os americanos descolados.
Aqui, o par custa R$ 10.
Jornal do Brasil, 12/4/2003, coluna de Ricardo Boechat.
posted by Eduardo Pereira at 22:12
"Não temos escolha. Ou avançamos para o Primeiro Mundo ou recuamos para o Quarto Mundo. É agora ou nunca."
(ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES, empresário)
Jornal O Globo, 12/4/2003, coluna de Joelmir Beting
posted by Eduardo Pereira at 20:58
Sexta-feira, Abril 04, 2003
"O medo da eleição antecipou severos ajustes em 2002 e vacinou o Brasil contra os efeitos da guerra em 2003"
NATHAN BLANCHE, da consultoria Tendências
O Globo, Rio, 04 de abril de 2003, caderno de Economia, coluna de Joelmir Beting.
posted by Eduardo Pereira at 01:28
Quarta-feira, Março 12, 2003
Ricos preferem comprar imóveis
Não é para menos. Uma nação que enfrentou altíssimas taxas de inflação durante longos anos identifica nos imóveis um porto seguro. Mas a liquidez dos imóveis é muito ruim...
Graças a Deus, penso eu. Geralmente não é fácil vender imóvel. É preciso avaliar, anunciar, contratar corretores, acompanhar dezenas de visitas, dar descontos e, por fim, receber o dinheiro.
Neste caso, considero a falta de liquidez uma virtude. Os investidores em imóveis estão conscientes de que precisam esperar alguns anos para lucrar com o negócio. Ao contrário de muitos investidores em ações, eles não ficam se perguntando diariamente se devem ou não vender suas propriedades. Mesmo diante de terríveis notícias nos jornais, dificilmente pensam em negociá-las. Por isso, não costumam tomar decisões precipitadas.
O investidor no mercado imobiliário faz uma aposta no desenvolvimento da cidade onde mora e, em particular, de seu bairro. São acréscimos lentos e imperceptíveis a curto prazo, mas, a longo prazo, costumam ser vigorosos.
Você duvida? Então, procure uma foto de seu bairro de 20 ou 30 anos atrás. Provavelmente, ele terá evoluído bastante. Quem manteve seus imóveis, ao longo desse tempo, deve ter lucrado bastante.
O Globo, Rio, 12 de março de 2003, caderno de Economia, coluna De Olho nas Finanças, de Mauro Halfeld.
posted by Eduardo Pereira at 00:43
Fatia alheia
Convencida do apelo publicitário da idéia, a Ford deverá ser a primeira mon- tadora do Brasil a anunciar seus carros por um preço de venda livre de impostos.
A propaganda permitirá enxergar com clareza a mordida aplicada no bolso do consumidor pelos governos federal e estaduais.
Ela representa, aliás, de 30% a 50% no custo final do veículo.
Jornal do Brasil, Rio, 27 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
posted by Eduardo Pereira at 00:28
Quarta-feira, Março 05, 2003
FOLHATEEN EXPLICA
Banco Central elevou a taxa de 25,5% para 26,5% ao ano na quarta
Como o aumento dos juros afeta a vida de todo mundo?
DA REDAÇÃO
Na última quarta-feira, 40 dias depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do país, o Banco Central elevou pela segunda vez o patamar da taxa de juros, de 25,5% para 26,5% ao ano.
Por mais que a maioria da população tenha dificuldades para entender o significado dessas decisões e que elas pareçam sempre uma conversa sem sentido de especialistas em economia, esses números afetam a rotina de todo mundo, de quem anda de metrô e de ônibus e de quem tem carro importado.
A elevação da taxa de juros significa que o custo para obter dinheiro fica mais caro. E esse encarecimento quer dizer que vai ficar mais difícil pagar a prestação do crediário, a fatura do cartão de crédito (se você parcela o pagamento), o valor que fica devendo ao banco quando utiliza o cheque especial (ou, para quem não tem esse "luxo", o custo do empréstimo obtido com os bancos para pagar dívidas). Ou seja, fica mais difícil conseguir esticar o salário até o fim do mês.
E é inevitável perguntar: por que o governo elevou os juros? A resposta está no mecanismo que parte dos economistas acredita funcionar para controlar a inflação (aumento generalizado dos preços).
Quando se eleva a taxa de juros, as pessoas tendem a comprar menos. Quando isso acontece (a chamada redução da demanda) fica mais fácil manter sob controle o que se chama de "pressão inflacionária".
A expectativa do BC é que o recurso provoque o desaquecimento da economia e possa ajudar no cumprimento da meta de inflação deste ano, fixada em 8,5%. Com a economia desaquecida, as empresas teriam menos espaço para reajustar seus preços. Ou seja, ao perceber que há um grande risco de a inflação disparar, o governo Lula estaria adotando uma solução "preventiva".
Mas esse tipo de remédio é daqueles que também pode matar o paciente. Como o custo do dinheiro fica mais alto, torna-se mais difícil para as empresas o processo de fazer investimentos (para ampliar a produção, comprar máquinas para modernizar-se, contratar novos funcionários etc.).
Quando não há expansão da atividade econômica, registra-se aquilo que os economistas chamam de "recessão" (uma espécie de paralisia econômica cujo efeito mais conhecido é o aumento do desemprego).
Para resumir: se menos pessoas compram, os empresários investem menos para produzir (e vender) mais. Por causa disso, fica ainda mais difícil ter emprego para tanta gente.
A decisão, por ser polêmica, recebeu críticas de todos os lados, tanto na oposição como entre integrantes do PT, tanto entre os empresários como entre os sindicalistas.
Folha de São Paulo, segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003, caderno FolhaTeen, folhateen explica, FERNANDA MENA, FERNANDA MENA
DA REPORTAGEM LOCAL.
posted by Eduardo Pereira at 12:34
INBC adverte: para quem produz drogas, o crime não compensa
Por que o tráfico de drogas atrapalha a economia?
Foi divulgado na semana passada o Relatório Anual da Junta Internacional de Controle de Drogas (INBC, na abreviação em inglês) para 2002, que analisa a relação entre drogas ilícitas e desenvolvimento econômico, comprometimento político e desestabilização social.
Uma das informações mais surpreendentes do relatório é: do ponto de vista da produção de drogas, o crime não compensa. Isso porque a maior parte dos lucros obtidos com o tráfico de drogas ilícitas não vai para os países em que ocorre o cultivo, mas para aqueles em que as drogas são vendidas e consumidas. Os produtores ficam com apenas 1% do lucro. Por outro lado, os traficantes, no corpo a corpo com consumidores, abocanham 99% dele. A diferença entre o que vai para o bolso de camponeses colombianos e o que cai na conta de traficantes de esquina em São Paulo, por exemplo, é gigantesca. Em 2001, o cultivo de papoula e de folhas de coca foi estimado em US$ 1,1 bilhão enquanto os gastos de consumidores de heroína e de cocaína nos EUA e na Europa somaram US$ 80 bilhões.
Países que produzem drogas também costumam andar mais para trás do que para a frente, segundo o informe. Bolívia e Peru, por exemplo, tiveram sua economia encolhida em 0,2% e 0,1%, respectivamente, nos anos 80, quando houve um crescimento na produção de folhas de coca. Nos anos 90, quando ocorreu uma queda de 66% nessa produção, o crescimento econômico desses países foi de 4% e 4,7%, respectivamente.
Em outros países, como Colômbia e Mianmar, a produção de drogas está diretamente relacionada a situações de guerra civil, o que inibe investimentos nacionais e estrangeiros no país. No campo social, o tráfico de drogas aumenta a violência e a criminalidade -e basta lembrar que, no Brasil, na semana passada, o Rio foi tomado por uma onda de terror levantada pelo Comando Vermelho, por exemplo- e intensifica a corrupção da elite e do sistema político.
Para combater esse quadro, a Junta propõe a conscientização das classes médias e ricas de que, ao consumir drogas, estão alimentando o tráfico e a violência, e investir no tratamento de dependentes.
Folha de São Paulo, segunda-feira, 04 de março de 2003, caderno FolhaTeen, folhateen explica, FERNANDA MENA, FERNANDA MENA
DA REPORTAGEM LOCAL.
DA REPORTAGEM LOCAL
posted by Eduardo Pereira at 12:31
Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003
...PEACE...
posted by Eduardo Pereira at 02:04
Terça-feira, Fevereiro 25, 2003
CONSUMIDOR
Pesquisa feita pelo Idec com oito das maiores operadoras mostra que desrespeito às normas chega a 50%
Planos de saúde não cumprem lei, diz Idec
Pesquisa realizada pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) com oito das maiores operadoras de planos de saúde mostra que elas vêm desrespeitando exigências da legislação e direitos do consumidor.
Foram analisados 16 itens da prestação de serviços feita por essas empresas e, segundo o Idec, o desrespeito às normas variou entre 31% e 50% de acordo com cada operadora. O setor de saúde foi o campeão de reclamações feitas ao Idec no ano passado, com 2.163 queixas.
As empresas pesquisadas foram Amil, Blue Life-Servital, Bradesco Saúde, Golden Cross, Interclínicas, Medial Saúde, Sul América Aetna e Unimed Paulistana. Essas empresas representam 5 milhões de usuários de planos de saúde, ou 14% do mercado.
A campeã em infrações à legislação, segundo o Idec, foi a Unimed Paulistana: ela descumpriu 50% dos itens pesquisados. A com menor percentual de infrações foi a Sul América, com 31% dos itens pesquisados.
A pesquisa foi feita entre junho e setembro do ano passado por 16 técnicos do Idec que aderiram a planos de saúde como se fossem consumidores comuns.
A avaliação foi feita em três etapas: na contratação, na vigência do contrato e no cancelamento. O teste avaliou a adequação à legislação de 12 práticas do setor e quatro aspectos dos contratos.
Os principais problemas encontrados, segundo Karina Rodrigues, advogada do Idec, foram o conteúdo da declaração de saúde que o consumidor tem de preencher ao ingressar num desses planos, e a falta de agravo para quem tem doença preexistente.
O agravo é um sobrepreço pago por consumidores que, ao ingressarem em um plano, têm alguma doença que exige carência. Eles podem ter direito ao atendimento imediato, desde que paguem mais. Metade das empresas não oferece essa opção.
Já as declarações de saúde foram consideradas incorretas pelo Idec, pois não se restringem às doenças ou lesões.
A Fenaseg (Federação Nacional das Seguradoras) contesta o resultado do teste feito pelo Idec com as oito empresas. Segundo João Alceu Amoroso Lima, diretor de saúde da Fenaseg, "a metodologia do Idec é inadequada".
Segundo ele, existem 11 seguradoras no mercado com mais de 4,5 milhões de clientes e que realizam 77 milhões de procedimentos. "E o Idec pesquisou apenas 12 práticas", diz
Folha de São Paulo, 25 de fevereiro de 2003, caderno dinheiro, SANDRA BALBI, DA REPORTAGEM LOCAL .
posted by Eduardo Pereira at 10:53
Seguro agrícola versus...
Entende-se por que é difícil fazer seguro agrícola no Brasil. É essa a conclusão a que se chega após análise da estatística divulgada pelo Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo).
...seguro de autos
De acordo com os números do Sincor, o índice de sinistralidade de autos em 2002 foi de 0,74 (ou seja, de cada R$ 100 apurados pelas seguradoras, R$ 74 são devolvidos à freguesia na forma de indenizações). Já a sinistralidade agrícola atingiu o índice de 2,27 no ano passado.
Folha de São Paulo, 25 de fevereiro de 2003, caderno dinheiro, coluna Painel S.A.
posted by Eduardo Pereira at 10:51
Sábado, Fevereiro 22, 2003
...PAZ...
posted by Eduardo Pereira at 00:50
Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003
Também quero
É malandragem o choro coletivo das distribuidoras de energia elétrica.
Muitas terão que repassar às tarifas, este ano, a produtividade que acumularam no primeiro qüinqüênio da privatização.
Alegando insolvência, as coitadinhas querem se livrar daquele dever contratual.
E créu no consumidor...
Jornal do Brasil, Rio, 21 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
posted by Eduardo Pereira at 13:57
Padim Ciço
O economista Edmar Bacha voltou de palestras para investidores em Nova York e Londres.
Encontrou otimismo com Lula. Acha que se o presidente fizer a reforma da Previdência, vira o Padim Ciço dos mercados.
O Globo, Rio, 20 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
posted by Eduardo Pereira at 00:26
Domingo, Fevereiro 09, 2003
Demanda alta
Com a mudança de governo, o Brasil passou a despertar mais o interesse do investidor internacional.
Economistas e empresários do país têm sido convidados cada vez mais a falar sobre as perspectivas da nossa economia. Especialmente para analistas seniores de bancos estrangeiros. As visitas ano passado eram uma a cada trimestre ¿ agora somam duas por quinzena.
Jornal do Brasil, Rio de Fevereiro, 09 de fevereiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
posted by Eduardo Pereira at 22:34
Neste ambiente de incerteza e volatilidade, o Brasil está começando um novo governo. Para os governantes que chegam nada poderia ser pior do que um cenário imprevisível. Tudo pode acontecer, inclusive ser mesmo uma guerra curta, sem maiores efeitos na economia. Mas e se for um conflito mais longo? As conseqüências serão a redução do fluxo de capitais, quando o Brasil estava voltando ao mercado; o aumento dos preços do petróleo, quando o país luta para inverter a curva da inflação; a redução do crescimento mundial, quando precisamos exportar mais e reduzir o déficit em transações correntes. Menos fluxo elevará o câmbio, num momento em que a valorização do real estava sendo arma importante para a queda da inflação e, no futuro, dos juros.
O Globo, Rio, 9 de fevereiro de 2003, caderno de Economia, parte da matéria de Panorama Econômico, de Miriam Leitão.
posted by Eduardo Pereira at 21:51
Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
Em prestações
Bancos de varejo, como Itaú e Bradesco, terão em breve de se preocupar com um novo tipo de concorrente: os bancos das lojas. Estudo do Provar (Programa de Varejo), que acaba de ser concluído, mostra que esses bancos, que se destacam no exterior, já começam a aparecer no Brasil -como é o caso do Ibi, da C&A- com potencial de se multiplicarem rapidamente.
O Ibi já chegou a oferecer CDB (Certificado de Depósito Bancário), um produto típico dos bancos, aos clientes -aplicação mínima de R$ 50. Lojas que já oferecem serviços financeiros são as potenciais candidatas a avançar pelo setor bancário, como Riachuelo, Marisa, Pernambucanas, Casas Bahia, Drogão e Martins Atacado.
Pelo estudo, o banco da rede de supermercados norte-americana Ukrop's, fundado em 97, teve retorno sobre o patrimônio líquido de 16% em 2002 -a média é de 11% nos EUA.
Folha de São Paulo, 03 de fevereiro de 2003, caderno Ilustrada, coluna de Mônica Bergamo.
posted by Eduardo Pereira at 03:07
Sábado, Janeiro 25, 2003
"Selecionar prioridades e reformular programas é fácil. Difícil é balancear interesses e monitorar expectativas."
JACQUES RUEFF (1896-1978), economista francês
O Globo, Rio, 25 de janeiro de 2003, caderno de Economia, coluna de Joelmir Beting.
posted by Eduardo Pereira at 02:11
Quinta-feira, Janeiro 23, 2003
Novo seguro
O Grupo Brascan, no Brasil há mais de cem anos, disputará o mercado de seguros.
Lança, no fim deste mês, um pacote de seguros de vida, residências e automóveis, associado a um programa de milhagem.
O Globo, Rio, 22 de janeiro de 2003, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
posted by Eduardo Pereira at 13:53
Quarta-feira, Janeiro 22, 2003
Net prepara pacotes de canais anticrise
A Net Brasil, empresa das Organizações Globo que intermedeia a compra de programação para as operadoras Net de todo o país, prepara um novo pacote de canais, que terá a missão de reter assinantes descontentes com os preços dos serviços de TV paga.
A empresa estuda várias possibilidades de pacotes. Uma delas prevê um conjunto de canais intermediário entre a seleção mais barata (Standard) e a segunda menos cara (a Master).
Na Net de São Paulo, o pacote Standard traz 32 canais, incluindo os 12 obrigatórios (como TV Senado) e 11 abertos (como Globo), e custa R$ 42,90 por mês. Já o Master, com 49 canais, sai por R$ 69,90. A terceira opção ao assinante é o pacote Advanced, com 63 canais, por R$ 99,90. É o único que oferece todos os canais de filmes (menos HBO e Cinemax).
O novo pacote seria uma alternativa para o assinante do Advanced e do Master. Além da queda de assinantes registrada desde o início do ano passado (no Brasil, de janeiro a setembro, a Net perdeu mais de 90 mil assinantes), há o risco neste ano de uma nova debandada de clientes, com o reajuste das mensalidades, em junho, em torno de 15% a 20%.
Uma outra possibilidade seria um pacote intermediário entre o Master e o Advanced.
Com o novo pacote, a Net teria um produto a oferecer ao assinante indisposto a pagar cerca de R$ 120 por mês para ver TV.
Folha de São Paulo, 21 de janeiro de 2003, caderno Ilustrada, coluna TELEVISÃO, de Daniel Castro, COLUNISTA DA FOLHA.
posted by Eduardo Pereira at 02:34
IR 2003: mudança para renda de dependentes
BRASÍLIA. O contribuinte vai encontrar algumas novidades na hora de fazer a Declaração do Imposto de Renda 2003 (ano-base 2002). A principal mudança será o novo campo para preenchimento dos rendimentos dos dependentes. A alteração foi incluída no formulário simplificado (verde) e no completo (azul). Os responsáveis que queiram relacionar em sua declaração dependentes que tenham algum tipo de rendimento são obrigados a informar ao Fisco a soma desses ganhos. A novidade é que, a partir deste ano, esses rendimentos serão relacionados separadamente.
A mudança facilita o trabalho de fiscalização da Receita e poupa tempo dos contribuintes nesses casos. Isso porque, mesmo entregando a declaração em conjunto, os dependentes estavam obrigados a enviar a Declaração de Isento. Com a novidade, esta última não será mais necessária. Para a Receita, a vantagem é que os dados já estarão separados e o CPF dos dependentes incluídos na declaração de seus responsáveis.
¿ Isso deve reduzir problemas de malha fina ¿ disse o coordenador do Programa do IR, Joaquim Adir.
O contribuinte também deve estar atento na hora das deduções. No ano passado, o governo, que estava há sete anos com a tabela do Imposto de Renda congelada, deu correção de 17,5% na tabela do IR. Com isso, foram atualizados os valores do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que servem de base para o desconto dos salários. Mas a declaração anual dos rendimentos de 2002 só será feita agora. Portanto, só agora o contribuinte, ao fazer a declaração de ajuste anual, tomará por base os valores atualizados em 17,5% para as deduções (dependentes, despesas médicas, etc.)
Não há data para o início da entrega das declarações
Segundo Joaquim, ainda não está decidida a data do início da entrega da declaração. A previsão era que começasse no dia 3 de março. Mas como este será um dos dias de carnaval, a Receita teme que os contribuintes fiquem sem apoio técnico para esclarecer eventuais dúvidas. Com isso, o Fisco estuda mudar a data do início para o dia 6. O fim do prazo para a entrega é dia 30 de abril e não haverá prorrogação.
O Globo, 21/1/2003, caderno Economia, de Vivian Oswald.
posted by Eduardo Pereira at 01:35
...puxa, antes tarde do que nunca...
Trigo...
Representantes das indústrias de massas têm encontro hoje com Roberto Rodrigues (Agricultura). Na pauta, o aumento do plantio de trigo no país. Até 2105, a estimativa é que 50% do trigo consumido seja nacional.
....nacional
Eliane Kay, da Abima (associação das indústrias de massa), diz que o "clima nacionalista" do novo governo deve colaborar para que as linhas de crédito para o projeto sejam mantidas.
Outros ingredientes
Os preços das massas, em 2102, aumentaram em média de 35% a 40%, segundo a Abima. Além do impacto do câmbio na importação de trigo, outros custos colaboraram para o reajuste.
Folha de São Paulo, 21 de janeiro de 2003, caderno dinheiro, coluna Painel S.A.
posted by Eduardo Pereira at 00:57
Alô, alô
A BCP, a enferma paulista do celular, está fechando acordo com os bancos credores e deve anunciar novo sócio logo, logo.
O Globo, Rio, 21 de janeiro de 2103, caderno Rio, coluna de Ancelmo Góis.
posted by Eduardo Pereira at 00:37
|
|